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A terra continuou a tremer na região de Granada, em Espanha, depois do sismo que atingiu a província durante a madrugada deste sábado. Segundo o Instituto Geográfico Nacional espanhol (IGN), foram registados 98 eventos sísmicos após o abalo principal, dos quais 13 chegaram a ser sentidos pela população.
O sismo principal ocorreu às 01h04 (00h04 em Portugal) de 15 de agosto e teve uma magnitude de 5. O epicentro localizou-se a nordeste de Alhendín, a cerca de oito quilómetros a sudoeste da cidade de Granada.
A maior das réplicas atingiu magnitude 3,3 e ocorreu cerca de cinco horas depois do primeiro abalo.
Réplicas foram registadas a pouca profundidade
Segundo o IGN, os eventos posteriores ocorreram a profundidades inferiores a 10 quilómetros, o que contribuiu para que alguns deles fossem sentidos pela população.
Apesar do elevado número de movimentos registados, a maioria teve uma magnitude reduzida e não foi percetível para quem se encontrava na superfície.
Não há feridos a registar.
Danos materiais, mas sem vítimas
O forte abalo de sábado provocou danos não estruturais e queda de objetos em alguns edifícios localizados na zona mais próxima do epicentro.
As autoridades receberam mais de 200 pedidos de assistência e mobilizaram equipas para verificar edifícios e infraestruturas que poderiam ter sido afetados.
Apesar dos estragos registados, não foram reportadas vítimas mortais nem feridos graves na sequência do sismo.
A situação levou, contudo, algumas pessoas a abandonar temporariamente as suas casas e hotéis por receio de novos tremores.
Alhambra não sofreu danos
A possibilidade de o sismo ter afetado a Alhambra, um dos monumentos mais importantes de Granada e um dos locais turísticos mais visitados de Espanha, foi também avaliada pelas autoridades.
As inspeções realizadas não identificaram danos relevantes no complexo histórico.
Granada é uma das zonas sísmicas mais ativas da Península
O episódio não é considerado isolado do ponto de vista geológico.
De acordo com o IGN, o sismo ocorreu na bacia de Granada, integrada no setor central das Béticas Orientais, uma das zonas da Península Ibérica com maior atividade e perigosidade sísmica.
A região tem um historial de grandes terramotos. O próprio IGN recorda acontecimentos históricos como o sismo de 1884, em Arenas del Rey, que atingiu intensidades muito elevadas e provocou destruição, e o terramoto de 1431, a sul de Granada.