Relacionados
O Governo norte-americano liderado por Donald Trump prepara-se para alargar as restrições à ajuda externa dos Estados Unidos, passando a excluir também programas ligados à igualdade de género e à diversidade. A informação foi avançada esta sexta-feira por uma autoridade norte-americana anónima, citada pela agência France-Presse (AFP).
De acordo com a mesma fonte, o Departamento de Estado deverá anunciar novas regras que expandem a chamada “política da Cidade do México”, uma diretiva que já impede o financiamento de programas relacionados com o aborto. A intenção agora é incluir nas proibições iniciativas que promovam a diversidade, a equidade e a inclusão, classificadas pela administração como portadoras de uma “ideologia discriminatória”.
As alterações terão um impacto significativo na política de ajuda externa dos Estados Unidos. As novas restrições deverão aplicar-se não apenas aos cerca de oito mil milhões de dólares anuais destinados a programas de saúde global, mas a todo o orçamento de ajuda externa, que ultrapassa os 30 mil milhões de dólares por ano.
A medida afetará organizações não governamentais estrangeiras, entidades internacionais e também ONG norte-americanas que dependem de financiamento dos EUA para desenvolver projetos no exterior. Segundo a administração Trump, o objetivo é alinhar a política de ajuda internacional com as prioridades ideológicas do Governo.
A decisão surge num contexto de contestamento das posições da Casa Branca em matérias sociais e de direitos, e deverá gerar críticas por parte de organizações humanitárias e defensores dos direitos humanos, que alertam para o impacto destas restrições em programas de apoio a populações vulneráveis em vários países.