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O homem acusado de assassinar o ativista conservador norte-americano Charlie Kirk terá confessado o crime ao antigo companheiro de casa e manifestado arrependimento no dia seguinte ao homicídio, segundo o testemunho prestado em tribunal durante a audiência preliminar. Na mesma sessão, a acusação, segundo a imprensa norte-americana, apresentou novas provas, incluindo mensagens enviadas pelo arguido e fotografias da alegada arma utilizada no ataque.
Tyler Robinson, de 23 anos, enfrenta acusações de homicídio qualificado e outros crimes relacionados com a morte de Charlie Kirk, ocorrida a 10 de setembro de 2025, enquanto o fundador da organização Turning Point USA discursava na Universidade de Utah Valley.
"Começou a chorar"
A acusação apresentou o depoimento gravado de Lance Twiggs, antigo companheiro de casa e namorado do arguido, que aceitou colaborar com os investigadores em troca de imunidade.
Segundo o testemunho, Robinson confirmou que era o autor dos disparos quando foi confrontado no dia seguinte ao crime.
"Perguntei-lhe pessoalmente se o que me tinha dito na noite anterior era verdade e ele respondeu que sim. Começou a chorar um pouco e disse que gostava de não o ter feito", afirmou Twiggs em tribunal.
O antigo companheiro de casa acrescentou que Robinson lhe disse que pretendia entregar-se às autoridades.
Mensagens reveladas em tribunal
A audiência permitiu ainda conhecer várias mensagens enviadas por Robinson nas horas que se seguiram ao homicídio.
Numa delas escreveu: "Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e aproveitei-a."
Noutra acrescentou: "Gostava que tivéssemos vivido num mundo em que isto não fosse necessário."
Quando Twiggs lhe perguntou se tinha sido ele o autor do homicídio, Robinson respondeu: "Fui eu. Desculpa."
Questionado sobre a motivação, escreveu: "Já não aguentava mais o ódio dele. Há ódio que não pode ser resolvido através da negociação."
Acusação reforça processo com novas provas
Além das mensagens, os procuradores mostraram pela primeira vez fotografias da alegada arma utilizada no crime, uma espingarda de repetição, bem como munições gravadas encontradas no local dos disparos e na residência do arguido.
Segundo a acusação, Robinson disparou uma vez contra Charlie Kirk, atingindo-o no pescoço. O ativista, de 31 anos e pai de dois filhos, ainda foi transportado para o hospital, onde acabou por morrer.
A audiência preliminar destina-se a determinar se existem provas suficientes para levar Tyler Robinson a julgamento. Caso seja condenado, o processo poderá resultar na aplicação da pena de morte.