segunda-feira, 09 mar. 2026

França. Presidente do Museu do Louvre demite-se após legado marcado por vários incidentes

Desde o assalto inédito a várias inundações e greves dos trabalhadores, Laurence des Cars demite-se após quase quatro anos. Macron saúda "ato de responsabilidade".
França. Presidente do Museu do Louvre demite-se após legado marcado por vários incidentes

A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou a sua demissão esta terça-feira. O Presidente da República francesa, Emmanuel Macron, aceitou a decisão, de acordo com a Agência Lusa.

"O chefe de Estado aceitou [a demissão], saudando o ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo requer uma pacificação e um novo impulso para levar a bom porto grandes projetos de segurança, de modernização e o projeto ‘Louvre — Novo Renascimento‘”, pode ler-se no comunicado da Presidência da República francesa.

O legado de Cars, que era presidente do museu desde 2021, fica marcado por vários incidentes.

O assalto inédito

No dia 19 de outubro do ano passado, um grupo de assaltantes conseguiu entrar na Galeria de Apolo do museu mais mediático de França, partir duas das três vitrinas para guardar jóias, e roubar oito peças num valor estimado de 88 milhões de euros.

Foram entretanto detidos, mas as imagens do assalto ficaram marcadas pela "facilidade" com que, em poucos minutos, estes homens conseguiram roubar milhões de um dos museus mais famosos do mundo.

Fraudes, inundações e greves: os acontecimentos mais recentes

Já há duas semanas, o museu anunciou ter sido alvo de uma "fraude gigantesca" na bilheteira - o prejuízo ascendeu a mais de 10 milhões de euros.

Mas os estragos não ficam por aqui. No dia seguinte ao anúncio da fraude, uma infiltração de água no museu danificou um teto pintado do século XIX. Algumas salas foram encerradas temporariamente.

Este caso foi semelhante ao que aconteceu em novembro, onde também uma inundação afetou a biblioteca de antiguidades pela avaria de tubagens.

Desde dezembro de 2025 que o museu tem passado por vários períodos de greve dos seus trabalhadores, que pediam a mudança na gestão do Louvre, a contratação de mais pessoas, nomeadamente de vigilantes, a redução da carga horária, aumentos salariais e melhorias de condições para trabalhadores e visitantes. Todas estas greves impossibilitavam o normal funcionamento do estabelecimento.

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