A Força Aérea da Nigéria matou mais de 100 pessoas após um ataque aéreo que falhou o alvo inicialmente definido, numa operação que visava posições de grupos jihadistas no nordeste do país, segundo confirmaram autoridades nigerianas e organizações de direitos humanos.
De acordo com a agência Associated Press, as autoridades reconheceram que houve um erro no alvo da operação militar, embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais sobre as circunstâncias do ataque.
A Amnistia Internacional afirmou ter recolhido testemunhos no terreno que apontam para a morte de pelo menos 100 pessoas, depois de o bombardeamento ter atingido um mercado numa aldeia do estado de Yobe, junto à fronteira com o estado de Borno — região que tem sido o epicentro da violência jihadista na Nigéria ao longo da última década.
Segundo a organização, os relatos de sobreviventes indicam que a maioria das vítimas seriam civis que se encontravam no mercado local no momento do ataque.
O incidente volta a levantar questões sobre a precisão das operações militares na região e o impacto das campanhas contra grupos extremistas em áreas densamente povoadas.
As autoridades nigerianas não avançaram, para já, com um balanço oficial detalhado de vítimas nem com esclarecimentos adicionais sobre a missão militar.