Uma empregada doméstica grávida de cinco meses foi alegadamente agredida pela própria patroa, no Brasil, após ser acusada de ter roubado um anel, que acabou por encontrar no cesto da roupa suja. O caso ocorreu no estado do Maranhão, a 17 de abril, e está a ser investigado pelas autoridades.
Em declarações ao portal de notícias G1, a jovem de 19 anos, que aceitou o trabalho para comprar enxoval para o filho, relatou que tentou proteger o bebé durante as agressões, descrevendo momentos de grande violência e medo.
"Começou com puxões de cabelo. Fui derrubada para o chão e passei boa parte do tempo ali. Foram socos e murros... Foi sem parar.", contou a jovem. "Não levei nenhum chuto, porque fiquei sempre a proteger a minha barriga, mas o restante do corpo ficou todo marcado."
Segundo o testemunho, a mulher foi atacada após a patroa suspeitar do desaparecimento de uma joia. O anel foi posteriormente localizado entre roupas sujas, o que contrariou a suspeita inicial de furto.
Todas as agressões terão sido relatadas em áudio pela própria patroa, Carolina Sthela, e partilhadas num grupo de mensagens. As autoridades já têm os áudios em posse judicial e serão utilizadas como prova. "Num dos áudios, a empresária chega a dizer que a vítima era para ter ficado com mais hematomas e não era pra ter saído viva." O marido de Sthela afirma que os áudios divulgados são "inverdades".
Carolina Sthela terá agredido a jovem com a ajuda de um homem que ainda não foi identificado.
A versão da história que a patroa contou às autoridades é diferente. Esta afirma ter encontrado o anel na mala da jovem.
Até ao momento não há detidos.
Carolina Sthela já conta com mais de dez processos contra ela
Em 2024 foi condenada a seis meses de prisão em regime aberto por acusações falsas à antiga ama do filho no mesmo contexto, mas desta vez não era um anel, mas sim uma pulseira de ouro. A pena terá sido substituída por prestação de serviço comunitário e pelo pagamento de uma indemnização por danos morais.