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O comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (CENTCOM) afirmou esta sexta-feira que impediu 115 navios comerciais com destino a portos iranianos desde o início do bloqueio marítimo imposto pela marinha norte-americana ao Irão.
“As forças norte-americanas continuam a implementar o bloqueio contra o Irão. À data de 29 de maio, 115 embarcações de caráter comercial foram redirecionadas para garantir que nenhum comércio entre ou saia dos portos iranianos”, indicou o CENTCOM numa mensagem divulgada nas redes sociais.
O anúncio surge numa altura em que permanece em vigor uma trégua indefinida entre Washington e Teerão, apesar das tensões persistentes no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Na quinta-feira, o Governo norte-americano confirmou a existência de um acordo preliminar com o Irão para prolongar o cessar-fogo por mais dois meses e garantir a passagem de navios na região. Ainda assim, os Estados Unidos continuam a aplicar sanções a embarcações e entidades ligadas ao comércio de petróleo iraniano, numa tentativa de manter pressão sobre Teerão.
Segundo o portal norte-americano Axios, Washington e Teerão terão alcançado um entendimento que poderá desbloquear o Estreito de Ormuz durante 60 dias, embora o acordo ainda dependa da aprovação final do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante esse período, os dois países deverão iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, de acordo com o mesmo portal, que cita responsáveis norte-americanos.
O Axios adianta ainda que o Irão se comprometerá a não impor taxas ou restrições à circulação marítima no Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos levantariam gradualmente o bloqueio marítimo imposto aos navios que entram e saem dos portos iranianos.
O eventual levantamento do bloqueio seria feito de forma proporcional ao restabelecimento do tráfego comercial na região.
Apesar dos avanços diplomáticos, continuam a existir divergências entre as duas partes, o que tem impedido novas negociações presenciais desde o acordo de cessar-fogo assinado a 8 de abril e sucessivamente prolongado sem prazo definido.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crítico para a economia mundial, por onde passa uma parte significativa das exportações globais de petróleo e gás nat