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O diretor interino da Imigração e Alfândega (ICE), Todd Lyons anunciou esta quinta-feira que iria renunciar ao cargo no final de maio. É mais uma crise na liderança da agência responsável por conduzir a campanha de deportação da admnistração Trump.
Numa carta citada pelo The New York Times, enviada ao secretário de segurança interna Markwayne Mullin, Lyons justificou a sua decisão com a vontade de "passar mais tempo em família". "Os meus filhos estão a chegar a um ponto crucial nas suas vidas e a minha esposa e eu queremos passar o máximo de tempo possível com eles", escrevey Lyons, acrescentando que foi uma "honra tremenda" liderar a agência.
"Não foi uma decisão fácil, mas acredito que é a certa para mim e para a minha família neste momento", afirma. Juntando a esta justificação, Lyons relatou ainda o conhecimento de inúmeras ameaças a agentes do ICE, revelando ainda que a sua própria família terá sido alvo.
Todd Lyons ingressou na agência em 2007, como agente em Dallas. Foi ascendendo na carreira, terminando como líder da agência.
Stephen Miller, conselheiro de Trump, disse em comunicado que Lyons foi "um patriota fenomenal e líder dedicado que esteve no centro dos esforços históricos do presidente Trump para garantir nossa pátria e reverter a sinistra invasão democrata na fronteira".
O mesmo jornal norte-americano levanta dúvidas sobre a continuidade do ICE, que tem enfrentado vários conflitos devido às suas "táticas agressivas". Pesquisas recentes, citadas pelo New York Times, mostram que a maioria dos norte-americanos considera que a agência foi "longe demais".