EUA defendem anexação da Gronelândia e pedem contenção à Europa em matéria comercial

O secretário do Tesouro sublinhou ainda que o território é “essencial” para os EUA nomeadamente no âmbito do novo sistema de defesa norte-americano, designado Cúpula Dourada
EUA defendem anexação da Gronelândia e pedem contenção à Europa em matéria comercial

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, mostrou-se convicto de que a Europa acabará por aceitar a anexação da Gronelândia, reivindicada pelo Presidente norte-americano Donald Trump, por considerar que essa será “a melhor decisão possível”.

Segundo Bessent, os líderes europeus acabarão por reconhecer que dependem das garantias de segurança fornecidas por Washington, acusando a Europa de “projetar fraqueza”.

Paz através da força”, afirmou o responsável em declarações à NBC. “Incorporemos a Gronelândia nos Estados Unidos e não haverá conflito, porque os Estados Unidos são, neste momento, o país mais forte do mundo. Os europeus projetam fraqueza. Os Estados Unidos projetam força”, declarou.

Bessent disse acreditar que os dirigentes europeus “acabarão por ceder” quando compreenderem que “precisam da proteção de segurança” norte-americana, defendendo que a Gronelândia sob controlo dos EUA seria “o melhor resultado possível”.

O secretário do Tesouro sublinhou ainda que o território é “essencial” para os EUA nomeadamente no âmbito do novo sistema de defesa norte-americano, designado Cúpula Dourada.

“O Presidente Trump está a estudar a possibilidade de uma futura disputa no Ártico. A América tem de controlar a situação”, afirmou.

Entretanto, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, apelou à moderação da Europa no plano comercial, depois de o Partido Popular Europeu ter proposto a suspensão do acordo comercial entre Washington e Bruxelas que pôs fim ao último conflito tarifário.

“Nós moderámos as nossas tarifas enquanto continuamos à espera que eles façam o mesmo”, disse Greer à Fox News. “Se eu fosse eles, deixaria este assunto de lado. Mas se quiserem transformar isto num problema comercial, que o façam”, acrescentou.