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O secretário de Estado norte-americano anunciou esta sexta-feira que os Estados Unidos deverão avançar com novas sanções contra Cuba.
Durante uma conferência de imprensa em Roma, após uma reunião com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, Marco Rubio afirmou que as sanções visam empresas ligadas ao aparelho militar cubano que, segundo acusou, controlam grande parte das receitas da ilha sem benefício para a população.
“Estamos a sancionar empresas que, basicamente, estão a ficar com tudo o que gera dinheiro em Cuba e a colocá-lo ilegalmente nos bolsos de alguns poucos membros do regime. Portanto, não se trata de sanções contra o povo cubano”, afirmou.
O principal alvo das medidas é a Gaesa, uma holding empresarial controlada por militares cubanos. Segundo Rubio, a empresa “gerou milhares de milhões de dólares em receitas, nenhuma das quais beneficia o povo cubano”.
“Nem um único cêntimo desse dinheiro beneficia o povo cubano. Há o Governo cubano, que tem um orçamento, e depois há esta empresa privada que tem mais dinheiro do que o próprio Governo”, declarou o chefe da diplomacia norte-americana.
Em resposta, o Presidente cubano Miguel Díaz-Canel condenou duramente as novas sanções, classificando-as como uma “agressão unilateral” e acusando Washington de atuar “de forma ilegal”.
“Embora estas sanções ilegais agravem a difícil situação do país, reforçam, na mesma medida, a nossa determinação em defender a pátria, a revolução e o socialismo”, afirmou Díaz-Canel numa mensagem divulgada nas redes sociais.
O líder cubano acrescentou que o povo da ilha conhece “a crueldade” das políticas norte-americanas e insistiu no direito de Cuba a decidir o seu próprio destino “livre da interferência perniciosa do imperialismo norte-americano”.
Marco Rubio reiterou, contudo, que as sanções visam exclusivamente estruturas económicas do regime e não a população cubana.
O secretário de Estado norte-americano revelou ainda que, durante a audiência realizada na quinta-feira com Papa Leão XIV, não foram discutidas sanções, mas sim apoio humanitário a Cuba.
Segundo Rubio, os EUA já disponibilizaram cerca de seis milhões de dólares em ajuda humanitária, distribuída através da Cáritas, e chegaram a oferecer 100 milhões de dólares adicionais para apoio após furacões.
“É o regime que se interpõe no caminho”, afirmou, acusando Havana de rejeitar a ajuda internacional.
As novas medidas surgem depois de Donald Trump ter assinado, a 1 de maio, uma ordem executiva para reforçar significativamente o regime de sanções contra Cuba.
A decisão alargou as restrições a praticamente qualquer pessoa ou empresa estrangeira com relações comerciais com a ilha, sobretudo nos setores da energia, defesa, segurança e finanças.