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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou esta terça-feira que os próximos dias da guerra envolvendo os EUA, Israel e o Irão “serão decisivos”, recusando excluir o envio de tropas para território iraniano.
“Não vamos descartar nenhuma opção”, declarou Hegseth, numa conferência de imprensa no Pentágono, sublinhando que revelar antecipadamente estratégias militares comprometeria o sucesso da operação.
Apesar da escalada militar, o responsável norte-americano garantiu que decorrem negociações com Teerão, que classificou como “reais” e em aceleração.
“Não queremos fazer militarmente mais do que o necessário. Mas negociaremos com bombas”, afirmou.
Segundo Hegseth, nas últimas 24 horas registou-se uma redução no número de ataques iranianos com drones e mísseis, sinal que poderá indicar desgaste das capacidades militares do adversário.
Ao seu lado, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, revelou que os Estados Unidos atingiram mais de 11 mil alvos nos últimos 30 dias.
O conflito mantém elevada tensão no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, encerrado pelo Irão em retaliação.
Hegseth indicou, no entanto, que o número de embarcações em circulação está a aumentar, após avisos do Presidente Donald Trump.
O chefe do Pentágono deixou ainda um recado à comunidade internacional: os países dependentes desta rota devem “tomar uma posição” e contribuir para garantir a sua segurança.
China e Paquistão pedem cessar-fogo imediato
Entretanto, China e Paquistão apelaram a um cessar-fogo imediato e ao início urgente de negociações de paz no Médio Oriente.
Num encontro em Pequim, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países defenderam que o diálogo é “o único caminho viável” e sublinharam a necessidade de restabelecer a circulação marítima no Estreito de Ormuz.
O Paquistão, que partilha uma longa fronteira com o Irão, mostrou-se disponível para atuar como mediador entre Washington e Teerão.