segunda-feira, 09 mar. 2026

"Estamos prontos". Zelensky mostra-se disponível para avançar com eleições presidenciais

O Presidente ucraniano voltou a referir que o tema das eleições tem sido levantado sobretudo por parceiros externos, não tendo partido da iniciativa do seu governo.
"Estamos prontos". Zelensky mostra-se disponível para avançar com eleições presidenciais

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se disponível para avançar com eleições presidenciais na Ucrânia ou mesmo com um referendo, sublinhando, porém, que esses processos só fazem sentido num contexto de estabilidade. “Estamos prontos”, garantiu em entrevista à revista The Atlantic, insistindo que é essencial existir primeiro um cessar-fogo e mecanismos eficazes de proteção do país. Para o líder ucraniano, submeter um “mau acordo” à votação popular seria "irresponsável".

Zelensky defendeu que qualquer solução para o conflito com a Rússia deve assentar, antes de mais, em garantias sólidas de segurança. O chefe de Estado afirmou que a Ucrânia tem apoiado as iniciativas de paz promovidas pelos Estados Unidos, mas rejeita acordos que possam comprometer os interesses nacionais.

As negociações em curso, que envolvem representantes de Kiev, Moscovo e Washington, centram-se precisamente nestes pontos, incluindo o futuro dos territórios ocupados e o modelo de garantias internacionais a aplicar após um eventual acordo.

O Presidente ucraniano voltou também a referir que o tema das eleições tem sido levantado sobretudo por parceiros externos, não tendo partido da iniciativa do seu governo. Segundo explicou, a prioridade continua a ser assegurar condições que permitam ao país funcionar em segurança "antes de qualquer consulta popular".

Na entrevista, Zelensky abordou ainda a saída de Andriy Yermak da chefia do gabinete presidencial, afastando qualquer ligação a investigações por corrupção. Questionado sobre o momento da decisão, limitou-se a afirmar: “Eu tinha os meus motivos”, sem prestar mais esclarecimentos.

O líder ucraniano comentou também o papel dos Estados Unidos no processo, considerando que o fim da guerra seria um trunfo político para Donald Trump.

Zelensky concluiu sublinhando que Kiev procura demonstrar aos aliados internacionais que não pretende prolongar o conflito, mas sim alcançar uma solução duradoura, baseada na soberania da Ucrânia e em compromissos de segurança credíveis

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