Estação petrolífera russa atacada durante a noite. É essencial para o fornecimento da Hungria e Eslovénia

A Hungria e a Eslovénia já ameaçaram ações judiciais contra a Ucrânia, bem como o bloqueio de eletricidade para o país. É hoje discutido um novo pacote de sanções contra a Rússia.
Estação petrolífera russa atacada durante a noite. É essencial para o fornecimento da Hungria e Eslovénia

A estação petrolífera de Kaleikino foi atacada durante a noite. É descrito pelas autoridades locais como "um incêndio de pequena escala", sem registo de vítimas, de acordo com o jornal ucraniano Ukrainska Pravda. O ataque ainda não foi reivindicado.

No entanto, este é um ponto importante para o funcionamento do oleoduto de exportação Druzhba, que implica diretamente a Hungria e a Eslovénia, criando maior tensão entre estes e a Ucrânia, que existe desde o início dos bombardeamentos.

Uma das sanções ucranianas implica o bloqueio do trânsito do petróleo da empresa russa Lukoil pelo seu país, aumentando a pressão da Hungria e Eslovénia sob Zelensky. O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, já anunciou que irá bloquear o 20º pacote de sanções à Rússia a ser negociado esta segunda-feira por todos os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus.

Além do bloqueio, a Hungria e a Eslovénia já ameaçaram também ações judiciais contra a Ucrânia, bem como o bloqueio de eletricidade para o país.

O novo pacote de sanções à Rússia irá ser discutido logo na manhã desta segunda-feira. A proposta inicial de sanções foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a 6 de fevereiro. Entre as restrições, há uma proibição total de serviços marítimos para o petróleo bruto, o que tem implicações diretas para países como a Grécia ou Malta.

Além das sanções, assinala-se o quarto aniversário da invasão russa na Ucrânia. Irá ser discutida também a postura da União Europeia perante o processo de paz na Ucrânia, nomeadamente em termos de garantias de segurança e da preparação de Kiev para o próximo inverno.

Além da guerra na Ucrânia, o conselho de ministros reúne-se também para discutir a situação no Médio Oriente, em particular no Irão, Síria, Israel e Palestina.