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A funcionária que divulgou um comunicado do Departamento de Segurança Nacional (DSN), subordinado ao gabinete do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, com o número de migrantes que deram entrada em Ceuta foi demitida. Até ao momento, é a única demissão relacionada com a crise migratória.
Segundo o jornal El Español, a decisão relativa à demissão, com efeitos a partir do dia 1 de agosto, foi tomada pelo chefe do DSN, General Loreto Hurtado, que a terá comunicado à funcionária por chamada telefónica. Esta estaria de férias.
O que levou à demissão?
No passado dia 31 de julho, a DSN divulgou um comunicado que revelava que mais de 49 mil imigrantes tinham dado entrada em Ceuta. Várias agências noticiaram esse número com base no comunicado que, poucos minutos depois, foi apagado.
O mesmo jornal espanhol indica que a divulgação do número de imigrantes causou “profundo desagrado” ao governo espanhol, considerando os dados sobre a dimensão da crise “prematuros” para publicação.
Recorde-se que, nos últimos dias, morreram pelo menos 99 pessoas na travessia entre Marrocos e Ceuta. Cerca de 73 500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta já deixaram a cidade desde quinta-feira, dia 30.