Erfan Soltani será executado por participar em protestos contra o regime do Irão

A situação ocorre num contexto de repressão violenta aos manifestantes iranianos. O jovem de 26 anos foi detido por ter participado em prostestos contra o regime e terá apenas 10 minutos com a família antes de ser enforcado.
Erfan Soltani será executado por participar em protestos contra o regime do Irão

Erfan Soltani foi detido dia 8 de janeiro na cidade de Karaj, no Irão, onde vive. O seu paradeiro permaneceu desconhecido até dia 11 de janeiro, data em que as autoridades iranianas comunicaram à família que o jovem tinha sido detido e condenado à pena de morte, avança o IranWire. A sua família também foi ameaçada pelo que se falarem publicamente ou contactarem os meios de comunicação social sobre a situação, outros membros da família serão presos.

Após vários pedidos desesperados por parte da família, Erfan terá apenas direito a 10 minutos com os mesmos antes de ser enforcado.

A família já foi informada que a pena "é definitiva e será cumprida", disse uma fonte próxima da família ao IranWire, sob anonimato. "Erfan tinha recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de ser detido, mas continuou empenhado nos protestos. Disse à família que estava a ser vigiado, mas recusou-se a recuar."

A sua detenção foi dada a conhecer pelo o ativista político exilado Ebrahim Allah-Bakhshi, que avançou que a sua execução estava "marcada para quarta-feira, 14 de janeiro", através da rede social X (antigo Twitter).

Erfan trabalhava na indústria do vestuário e tinha iniciado funções recentemente numa empresa privada. Era descrito por pessoas conhecidas como "um apaixonado por moda".

Embora, o jovem seja alegadamente a primeira pessoa a ser executada desde o início dos protestos a 28 de dezembro de 2025, o Irão utilizou a prática para suprimir vozes dissidentes durante anos. Em 2025, foram executadas mais de duas mil pessoas em 91 cidades do país, segundo dados do Comité Nacional de Resistência do Irão.