quarta-feira, 13 mai. 2026

Enviado especial de Trump sugere à FIFA que Itália substitua o Irão no Mundial de Futebol 2026

Como argumento a favor da Itália, o enviado especial recorda os quatro títulos dos Azzurri em campeonatos do mundo de futebol.
Enviado especial de Trump sugere à FIFA que Itália substitua o Irão no Mundial de Futebol 2026

Um enviado do presidente Donald Trump já conhecido do público, devido a uma polémica onde alegam que terá pedido a agentes do ICE para deterem a sua ex-mulher, sugeriu à FIFA que a Itália seja substituta do Irão no próximo Mundial de Futebol.

Paolo Zampolli sugeriu a troca ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, tendo confirmado tudo ao Financial Times. "Confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano e seria um sonho ver os Azzurri num torneio sediado pelos EUA. Com quatro títulos, eles têm o pedigree para justificar a inclusão", revelou Zampolli.

Recorde-se que Itália foi posta de fora da competição após uma grande derrota contra a Bósnia Herzegovina. O resultado gerou grande indignação política interna, forçando o chefe da Federação Italiana de Futebol a renunciar.

Como argumento, Zampolli recorda os quatro títulos dos Azzurri em campeonatos do mundo. De acordo com o Financial Times, este seria um plano para "reparar" a relação entre Trump e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni após os desentendimentos entre o presidente norte-americano e o Papa Leão XIV, além de ter dito que Meloni tinha "pouca coragem" por não se juntar aos EUA nos ataques a Teerão.

No entanto, o Irão continua a manter-se firme na sua posição, garantindo que está pronto para o torneio, apesar de ter pedido à FIFA para alterar a localização dos seus jogos que seriam nos EUA, pedido esse que foi recusado. Donald Trump garante que a equipa iraniana é "bem-vinda" aos Estados Unidos, mas que a sua ida seria "inadequada e potencialmente perigosa".

"A equipa iraniana vai vir, com certeza. Esperamos que, até lá, claro, a situação seja pacífica. Isso certamente ajudaria. Mas o Irão precisa de vir se quiser representar o seu povo. Eles qualificaram-se... Eles realmente querem jogar, e devem jogar", reiterou o presidente da FIFA numa conferência em Washington na semana passada.

Caso o Irão decida não participar, de acordo com o regulamento, a decisão do que fazer depois é exclusiva do órgão governante, sendo possível "substituir a Associação Membro Participante em questão por outra associação".