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Tem sido cada vez mais recorrente figuras de impacto usarem a sua arte para expor a sua posição em relação às novas políticas de imigração dos Estados Unidos. Desta vez foi a banda de rock irlandesa U2 que lançou na quarta-feira novas músicas que simbolizam um "grito político".
Com participações de Ed Sheeran e de um soldado ucraniano, "Days os Ash" aborda não só a imigração, como também a invasão russa na Ucrânia.
"O Days of Ash é uma resposta direta aos acontecimentos atuais, inspirada pelas muitas pessoas extraordinárias e corajosas que lutam na linha da frente pela liberdade“, escreveu a banda no seu site.
O EP, isto é, um álbum mais curto, é composto por cinco temas e um poema. Para o final de 2026 está ainda previsto um álbum já anunciado, e será "o primeiro com temas inéditos desde 2017", de acordo com a agência France-Presse.
Entre as músicas que retratam os temas políticos mais abordados, está a "Yours Eternally", sobre a guerra na Ucrânia, onde os U2 dão o microfone ao soldado ucraniano Taras Topolia, que esteve na guerra a combater contra a Rússia. A banda anunciou ainda que vai sair um videoclipe no dia 24 de fevereiro a assinalar os quatro anos da invasão.
Com referências ao ICE e às políticas de imigração, a música "American Obituary" aborda a morte de Renee Good às mãos de um agente dos Serviços de Imigração a 7 de janeiro deste ano.
Estas novas músicas são “canções de desafio, consternação e lamento“, comentou o cantor Bono, de 65 anos. “Não há nada de normal neste momento louco e revoltante, e precisamos de nos unir para que possamos recuperar a confiança no futuro“, sublinhou.
Os U2, formados em Dublin em 1976, são compostos pelo vocalista Bono, The Edge na guitarra e teclados, Adam Clayton no baixo e Larry Mullen Jr. na bateria.
Recorde-se que a iniciativa ativista da banda irlandesa não é novidade. Em janeiro deste ano, o norte americano Bruce Springsteen lançou a música "Streets of Minneapolis" onde denuncia a repressão do ICE naquela cidade, de onde já foram retirados entretanto, bem como as duas mortes que lá aconteceram: Rennee Good e Alex Pretti, ambos mortos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.