Uma obra municipal em Madrid revelou um achado inesperado com milhões de anos de história. Durante os trabalhos de construção de um novo edifício do Centro Integral de Formação para a Segurança e Emergências (CIFSE), no bairro de Latina, foram descobertos os restos da carapaça de uma tartaruga gigante que viveu há mais de 15 milhões de anos, durante o período Mioceno.
A descoberta foi anunciada pela vice-presidente da Câmara de Madrid, Inma Sanz, e pela chefe de Obras e Equipamentos, Paloma García Romero, que visitaram o local. Segundo a autarca, o achado surgiu durante as escavações necessárias para a construção de novas salas de formação e surpreendeu até os especialistas envolvidos no projeto.
"Neste estaleiro de obras, surgiu também uma descoberta muito surpreendente: a carapaça de uma tartaruga com mais de 15 milhões de anos, da época do Miocénico.", revelou a autarca, citada pela Europa Press.
Espécie gigante habitou a Península Ibérica
Os primeiros estudos indicam que os fósseis pertencem a uma Titanochelon bolivari, uma espécie de tartaruga terrestre gigante que viveu entre o Mioceno Inferior e o Mioceno Médio, numa época em que o território atualmente ocupado por Madrid apresentava condições ambientais muito diferentes das atuais.
Os exemplares deste género podiam atingir entre um e dois metros de comprimento de carapaça e possuíam membros robustos, adaptados à vida terrestre.
Após a descoberta, os restos serão transferidos para o Museu Arqueológico Regional de Alcalá de Henares, onde serão analisados, conservados e estudados por especialistas em paleontologia.
Madrid volta a revelar vestígios do passado
Este não é o primeiro achado paleontológico realizado em obras promovidas pela autarquia madrilena.
Em trabalhos anteriores, efetuados no centro logístico de Atalayuela, foram encontrados restos fósseis de um mamute, demonstrando que o subsolo da capital espanhola continua a esconder importantes testemunhos da fauna que habitou a região há milhões de anos.