sexta-feira, 17 abr. 2026

Empresário português raptado em Maputo libertado

Perante a falta de informações sobre o paradeiro da vítima, a família lançou, a 26 de janeiro, uma petição pública manifestando “profunda preocupação” com o desaparecimento e pedindo apoio à Polícia Judiciária para colaborar nas investigações
Empresário português raptado em Maputo libertado

Um empresário português de 69 anos, raptado no centro de Maputo a 7 de outubro, foi libertado na terça-feira e já regressou à sua residência.

O empresário — que possui também nacionalidade moçambicana — encontra-se em casa, na capital do país, não tendo sido divulgados mais detalhes sobre as circunstâncias da libertação.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) indicou à agência Lusa que ainda está a verificar as informações relativas ao caso.

Rapto ocorreu em plena baixa de Maputo

O empresário foi raptado em plena baixa de Maputo, em frente ao seu estabelecimento comercial, por um grupo de indivíduos que se deslocava numa viatura branca sem matrícula.

Na altura, o caso tornou-se particularmente mediático por ser o primeiro rapto conhecido publicamente desde junho de 2025 em Moçambique.

Família pediu ajuda às autoridades portuguesas

Perante a falta de informações sobre o paradeiro da vítima, a família lançou, a 26 de janeiro, uma petição pública manifestando “profunda preocupação” com o desaparecimento e pedindo apoio à Polícia Judiciária para colaborar nas investigações.

No documento, os familiares lamentavam a inexistência de informação pública clara sobre o avanço das diligências para localizar o empresário.

Dois suspeitos já tinham sido detidos

Ainda no dia do rapto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal anunciou a detenção de dois suspeitos, com idades entre os 30 e os 46 anos.

Segundo o porta-voz da instituição, João Adriano, os detidos fariam parte de um grupo de oito pessoas alegadamente envolvidas no crime.

Os suspeitos foram intercetados na estrada nacional 4 (N4), no distrito de Moamba, quando seguiam numa das viaturas utilizadas no rapto.

Na altura, as autoridades afirmaram que a investigação estava a avançar “a passos largos” e que o principal objetivo era garantir o regresso da vítima ao convívio familiar.

Com a libertação do empresário, aguardam-se agora mais esclarecimentos das autoridades moçambicanas sobre as circunstâncias do cativeiro e da libertação.