terça-feira, 18 ago. 2026

Ébola já matou mais de 1.800 pessoas na República Democrática do Congo

Há 1.801 vítimas mortais e quase quatro mil casos confirmados, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do país.
Ébola já matou mais de 1.800 pessoas na República Democrática do Congo

A República Democrática do Congo (RD Congo) ultrapassou as 1.800 mortes provocadas pelo atual surto de Ébola, que já soma 3.973 casos confirmados, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do país.

Os dados, atualizados até à passada terça-feira, 4 de agosto, apontam para 1.801 vítimas mortais, o que representa uma taxa de letalidade de cerca de 45%, numa epidemia que continua a preocupar as autoridades sanitárias nacionais e internacionais.

Centenas de doentes continuam internados

De acordo com o relatório oficial, 674 pessoas permanecem hospitalizadas ou em isolamento, enquanto 776 doentes recuperaram da infeção.

As autoridades referem ainda que a taxa de rastreio de contactos ronda os 75%, embora admitam que a elevada transmissão comunitária continue a dificultar o controlo da epidemia.

Cinco províncias afetadas

O surto foi declarado a 15 de maio e já atingiu cinco províncias do país: Ituri, considerada o epicentro da epidemia, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública da RD Congo, apesar de não terem sido identificadas novas áreas afetadas, a circulação do vírus continua elevada e a transmissão mantém-se sustentada.

OMS alerta para dificuldades no combate ao vírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC têm vindo a alertar para os desafios enfrentados pelas equipas no terreno, incluindo a insegurança em várias regiões do leste do país, a escassez de recursos e as dificuldades no rastreio de contactos.

O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ébola, para a qual ainda não existe uma vacina aprovada.

As organizações internacionais sublinham que a contenção da doença dependerá do reforço da vigilância epidemiológica, da resposta hospitalar e da cooperação entre autoridades nacionais e parceiros internacionais.