terça-feira, 18 ago. 2026

Duplo sismo na Venezuela matou 121 portugueses e lusodescendentes. Há ainda 49 desaparecidos

O duplo sismo que atingiu a Venezuela a 24 de junho provocou a morte de 121 portugueses e lusodescendentes, segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre as vítimas estão 23 menores. O número total de mortos no país subiu para 5.208

O duplo sismo que atingiu a Venezuela a 24 de junho provocou a morte de 121 portugueses e lusodescendentes, segundo o mais recente balanço divulgado esta segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

Entre as vítimas mortais estão 98 adultos e 23 menores, sendo que 103 dos cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos tinham também nacionalidade venezuelana.

O número representa uma subida face ao balanço anterior, que apontava para 120 portugueses e lusodescendentes mortos na sequência da catástrofe.

O MNE informou ainda que 49 cidadãos portugueses continuam desaparecidos, mantendo-se as operações de procura e identificação das vítimas.

Número total de mortos sobe para 5.208

Quase um mês depois dos sismos, o número total de vítimas mortais na Venezuela subiu para 5.208, depois de terem sido contabilizados mais 89 mortos, segundo informação divulgada no domingo pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

A dimensão da tragédia levou vários países, incluindo Portugal e outros Estados-membros da União Europeia, a enviarem equipas de busca e salvamento para apoiar as operações no terreno.

As autoridades continuam a trabalhar na identificação das vítimas e na localização de pessoas que permanecem desaparecidas.

Dois sismos de grande magnitude atingiram o país

Os dois sismos ocorreram a 24 de junho, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com magnitudes de 7,2 e 7,5 e menos de um minuto de intervalo entre ambos.

Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os fortes abalos foram seguidos por centenas de réplicas, agravando a destruição e dificultando as operações de emergência.

A comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela foi particularmente afetada pela tragédia, com dezenas de vítimas mortais e cidadãos ainda dados como desaparecidos.