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O FBI revelou esta terça-feira que interrompeu um plano de ataque contra Donald Trump durante o evento do Ultimate Fighting Championship na Casa Branca durante o fim de semana para celebrar o aniversário do presidente norte-americano.
De acordo com o documento divulgado pelas autoridades dos Estados Unidos e citado pela NBC News, os responsáveis pela tentativa de ataque iriam usar drones carregados de explosivos sobre o evento, tendo a intenção de disparar contra a multidão durante a fuga.
Nesta sequência, foram detidas cinco pessoas, acusadas de conspiração para cometer assassinato. Foram apreendidas armas de fogo, munições e mensagens de texto criptografadas de 19 suspeitos de participar no planeamento do ataque. Entre as mensagens trocadas no grupo que alegadamente planeava o ataque encontravam-se mapas e fotografias da zona da Casa Branca, bem como detalhes sobre possíveis rotas de fuga.
A história dos detidos
Entre os detidos está Tycen Proper, com 19 anos. Tinha na sua posse milhares de munições e armas. A mãe terá denunciado à polícia o seu "comportamento recente", verificando que este terá adquirido um conjunto de armas. A progenitora falou ainda de "comunicação com pessoas aleatórias na internet".
A família do detido refere ainda que as suas declarações têm sido "preocupantes" com "comentários simpáticos sobre Adolf Hitler e postação de comentários antissemitas no Facebook".
Após a detenção, Proper identificou os nomes de utilizadores envolvidos no plano.
Daniel Eskridge, de 32 anos, foi também detido após buscas na sua casa, no Missouri. O suspeito terá dito nos grupos que estava a preparar a sua garagem para ser a sua "casa segura" e que estaria a construir um "bunker".
Abraham Hermosillo Alvarez é acusado de compartilhar capturas de ecrã com listas sobre os potenciais alvos do grupo. O FBI escreve que se dirigia aos alvos por números, acreditando que o "1" seria o presidente norte-americano, e o "2" seria o vice-presidente JD Vance. Noutra ocasião, referiu-se a um alvo como "N", que se acredita ser o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, e "Musk", referindo-se a Elon Musk.
Os outros dois detidos são Bryan Omar Roa e Michael Alan Thomas. As autoridades avançam apenas que, após buscas nas suas casas, foram encontradas evidências de que estariam envolvidos no plano do ataque.