terça-feira, 21 jul. 2026

Doença grave de menino de 9 anos poderá ter estado na origem da tragédia que está a chocar o mundo. Família morre após queda de 36 andares

Família passou anos à procura de tratamentos para o filho, que sofria de graves problemas de saúde. Autoridades continuam a investigar o que aconteceu e pedem que se evitem especulações.
Doença grave de menino de 9 anos poderá ter estado na origem da tragédia que está a chocar o mundo. Família morre após queda de 36 andares

A doença grave de um menino de nove anos poderá ter desempenhado um papel na tragédia que culminou na morte de uma família inteira em Londres. O caso continua sob investigação, mas relatos de pessoas próximas apontam para anos de desgaste emocional e tentativas de encontrar soluções para os problemas de saúde da criança.

As vítimas foram identificadas como Rakesh Narayan, o pai de 47 anos, Aditi Vijay Paralkar e o filho de ambos, Sid Pai Paralkar, de nove anos. Os três morreram após uma queda de grande altura de um edifício residencial em Elephant and Castle, no sul da capital britânica.

Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, Sid sofria de uma doença renal, apresentava limitações físicas e dificuldades de aprendizagem. O menino era educado em casa devido à sua condição.

Uma luta que durava há anos

Amigos da família citados pelo Daily Mail afirmam que o casal abandonou o Reino Unido há cerca de seis anos para se mudar para a Índia, numa tentativa de encontrar tratamentos especializados para o filho.

A mudança permitiu também que Aditi, natural de Mumbai, ficasse mais próxima da família e de uma rede de apoio que não tinha em Londres.

Contudo, de acordo com as mesmas fontes, os tratamentos realizados não produziram os resultados esperados e a família acabou por regressar ao Reino Unido no ano passado.

Uma amiga do casal descreveu o peso que a situação teve no quotidiano da família.

"Foi uma enorme fonte de stress para ambos, mas especialmente para a Adi. Ela não tinha família no Reino Unido e tinha também um trabalho muito exigente, por isso era muito difícil gerir tudo", afirmou.

A mesma fonte acrescentou que a situação "teve um enorme impacto na sua saúde mental" e considerou que a pressão acumulada ao longo dos anos poderá ter sido difícil de suportar.

"Eles eram uma família maravilhosa e estamos todos muito chocados com o que aconteceu", disse ainda.

O que se sabe sobre a tragédia

Os serviços de emergência foram chamados na manhã de 27 de maio para um edifício residencial em Churchyard Row, na zona de Elephant and Castle.

No local encontravam-se agentes da Polícia Metropolitana, equipas médicas, bombeiros e o serviço de ambulância aérea de Londres.

Apesar das tentativas de reanimação, as três vítimas acabaram por ser declaradas mortas no local.

Polícia pede que se evitem especulações

A Polícia Metropolitana continua a investigar as circunstâncias das mortes e insiste que ainda não existem conclusões definitivas.

"O nosso pensamento continua com a família e os entes queridos de Aditi, Rakesh e Sid enquanto trabalhamos rapidamente para apurar os factos que rodeiam estas mortes trágicas", afirmou o superintendente-detetive interino Dan Whitten.

O responsável acrescentou que os investigadores mantêm "uma mente aberta quanto às circunstâncias" e apelou ao público e aos meios de comunicação social para evitarem especulações.

O caso foi também encaminhado para o gabinete do médico-legista responsável pela área de Inner South London, que acompanha o processo enquanto decorrem as diligências.

Para já, continuam por esclarecer os acontecimentos que levaram à morte dos três membros da família, mas os relatos conhecidos apontam para um longo percurso marcado pela doença do filho e pela procura de tratamentos que se prolongou durante vários anos.