segunda-feira, 14 set. 2026

Desapareceram há 34 anos nos Alpes. Degelo de glaciar revela agora corpos de dois alpinistas belgas na Suíça

Foi possível a identificação dos corpos através do cruzamento com uma lista da polícia que inclui pessoas desaparecidas desde 1925, sobretudo em percursos montanhosos ou cursos de água.
Desapareceram há 34 anos nos Alpes. Degelo de glaciar revela agora corpos de dois alpinistas belgas na Suíça

Os corpos de dois alpinistas dados como desaparecidos na Suíça há 34 anos foram encontrados. O anúncio foi divulgado pela polícia de Valais, citada pelo serviço internacional de notícias online da Suíça SWI.

No dia 26 de julho, uma pessoa que caminhava pelo local detetou a presença dos corpos e acionou as autoridades. Foi o degelo do glaciar do Trift, no sul do país, que trouxe os corpos dos dois belgas à superfície. 

Após as perícias no Instituto de Medicina Legal do Hospital de Valais, foi possível a identificação dos corpos através do cruzamento com uma lista da polícia que inclui pessoas desaparecidas desde 1925, sobretudo em percursos montanhosos ou cursos de água.

"Uma comparação direta dos perfis de ADN permitiu estabelecer formalmente que se tratava de dois alpinistas dados como desaparecidos na região de Weissmies desde 1992", indicou a polícia de Valais, em comunicado.

O caso do desaparecimento

Os dois alpinistas belgas partiram da cabana de Weissmies no dia 4 de setembro de 1992, com o objetivo de escalar o cume dos Weissmies, uma montanha com cerca de 4023 metros de altitude, situada nos Alpes Peninos.

Na altura, o clima foi um dos fatores que justificou nunca terem chegado ao destino final. As buscas prolongaram-se durante vários meses, permitindo encontrar uma mochila - mas nunca os corpos dos alpinistas.

Esta não é a primeira descoberta de corpos devido ao degelo dos glaciares. No ano passado, os restos mortais de um alpinista desaparecido em 1994 foram encontrados no maciço de Obergabelhorn, também em Valais.