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O departamento científico universitário liderado pela filha mais nova do líder russo, Vladimir Putin, está a trabalhar na criação de 'pombos-espiões' através da colocação de 'chips' naquelas aves, que se tornam 'biodrones' teleguiados camuflados.
Segundo o portal da Internet Meduza, o grupo empresarial Neiry, mais dedicado à Inteligência Artificial, implanta microcircuitos integrados em pombos para que estes possam vigiar instalações industriais ou militares, mas com aplicação também em operações de socorro e resgate.
Entre os dirigentes do Neiry Group está um professor da Universidade Estatal de Moscovo, Mikail Lebedev, o qual colabora com o laboratório sob responsabilidade da filha de Putin, Katerina Tíjonova.
Os investidores do projeto são diversas organizações sob alçada do presidente russo e uma fundação detida pelo oligarca do setor dos metais Vladimir Potanin, entre outras figuras ligadas ao regime do Kremlin (presidência russa).
Os futuros 'pombos-espiões' distinguem-se facilmente por terem um cabo que sai das respetivas cabeças e está ligado a um pacote no dorso, o qual contém uma bateria recarregável por energia solar, além da câmara de vídeo ao peito.
Os implantes eletrónicos Neiry são alojados no cérebro das aves e recebem depois estímulos elétricos para controlar as ações e voos daquelas.