China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu ainda que a exploração chinesa no Ártico está de acordo com o direito internacional. “Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico de acordo com a lei devem ser plenamente respeitados”, afirmou
China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

Pequim deixou o aviso para os EUA que não devem usar outros países como “pretexto” para benefício dos seus interesses próprios, incluindo o controlo da Gronelândia. A China, em resposta às provocações de Donald Trump, garantiu ainda que as suas atividades no Ártico estão “em conformidade com o direito internacional”. 

Mao-Ning, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China falava em conferência de imprensa quando sublinhou que “as atividades da China no Ártico visam promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável na região”. 

Segundo a porta-voz, “os EUA não devem prosseguir os seus próprios interesses usando outros países como pretexto“, realçando que o Ártico “diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”.

Este aviso surge na sequência das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump que garantiu não permitir que a Rússia ou a China “ocupem a Gronelândia” e que decidiu agir em relação ilha, querendo o controlo da mesma “a bem ou a mal”. 

Recorde-se que as tensões entre os EUA e a Gronelândia tem crescido nos últimos tempos, nomeadamente desde que a Casa Branca admitiu o uso de força militar para adquirir a ilha do Ártico, pertencente ao reino da Dinamarca.