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O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, deverá testemunhar perante o Congresso dos Estados Unidos da América em junho deste ano sobre a sua relação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
De acordo com um porta-voz do bilionário em declarações à BBC, Bill Gates estava "ansioso para responder a todas as perguntas do comité para apoiar o seu trabalho importante". É a figura pública mais recente a concordar depor perante o Congresso, após o casal Clinton. A audiência está marcada para dia 10 de junho.
Apesar de Gates não ter sido acusado por nenhuma das vítimas, nem estar referido nos "Ficheiros Epstein" em atividade criminal, detalhes sobre a relação que mantinha com Epstein suscitaram dúvidas.
Bill Gates já "assumiu responsabilidade pelas suas ações", numa reunião perante todos os seus funcionários, onde lamentou o tempo que passou com o condenado por crimes sexuais, que morreu em 2019. Na mesma reunião, Gates confessou ter tido "dois casos com mulheres russas", que Epstein tinha conhecimento. Mas garante: "Não fiz nada ilícito. Não vi nada ilícito".
Uma das mensagens de Epstein para Bill Gates sugeria que o co-fundador da Microsoft escondia que tinha uma doença sexualmente transmissível da sua então mulher.
Após Bill e Hillary Clinton terem também testemunhado em fevereiro, será a vez de Bill Gates, que se espera ainda seguir do secretário de Comércio Howard Lutnick e a ex-Procuradora Geral Pam Bondi.