sexta-feira, 13 mar. 2026

Caso Epstein. Atos revelados nos ficheiros podem ser considerados crimes contra a humanidade, segundo a ONU

Os nove peritos que redigiram o comunicado referem-se a possíveis casos de escravatura sexual, violência reprodutiva, desaparecimento forçado, tortura, tratos desumanos e degradantes, e feminicídio.
Caso Epstein. Atos revelados nos ficheiros podem ser considerados crimes contra a humanidade, segundo a ONU

Peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) elaboraram um comunicado onde sublinham as fortes possibilidades de os crimes revelados nos arquivos sobre Epstein sugerirem "a existência de uma empresa criminosa global".

Os autores do comunicado explicam que a "atrocidade" dos crimes revelados, o "caráter sistemático" e o "alcance transnacional" são características que podem facilmente ajudar a considerar os atos como "crimes contra a humanidade".

Os nove peritos que redigiram o comunicado referem-se a possíveis casos de escravatura sexual, violência reprodutiva, desaparecimento forçado, tortura, tratos desumanos e degradantes, e feminicídio e apelaram a "todos os tribunais nacionais e internacionais competentes" que processem os crimes divulgados.

Por outro lado, sublinharam que os ficheiros divulgados "revelam implicações aterradoras sobre o nível de impunidade para estes crimes", de acordo com o comunicado.

Os alegados crimes terão sido cometidos "num contexto de crenças supremacistas, racismo, corrupção, misoginia extrema e mercantilização e desumanização de mulheres e raparigas de diferentes partes do mundo", denunciaram. Posto isto, solicitaram uma investigaçõ independente que explique como é que apenas se soube destes crimes após a revelação dos ficheiros, tendo em conta que estes terão ocorrido ao longo de vários anos, com vários autores ímpunes.

"Ninguém é demasiado rico ou poderoso para estar acima da lei", terminam.