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O capitão do navio de cruzeiro MV Hondius, onde foi detetado um surto de hantavírus, vai abandonar a embarcação sem apresentar sintomas da doença, anunciou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde.
Numa publicação na rede social X, Tedros Adhanom Ghebreyesus revelou ter recebido uma mensagem do capitão Jan Dobrogowski.
“Acabei de receber a última mensagem do capitão Jan Dobrogowski, que está finalmente a abandonar hoje o navio de cruzeiro MV Hondius. Não apresenta sintomas de hantavírus”, escreveu.
O responsável máximo da OMS agradeceu ainda a atuação do comandante durante a gestão da crise sanitária a bordo.
“Estou profundamente grato a Jan pela sua cooperação e liderança ao comandar o navio numa jornada extraordinária e assustadora”, acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, foram registados desde 2 de maio um total de 12 casos suspeitos e confirmados de hantavírus, incluindo três mortes.
A origem do surto continua por identificar, mas a OMS acredita que a primeira infeção terá ocorrido antes do início da expedição do MV Hondius, iniciada a 1 de abril.
De acordo com a organização, o primeiro passageiro que morreu — um cidadão neerlandês de 70 anos — começou a apresentar sintomas logo a 6 de abril.
O hantavírus possui um período de incubação que pode variar entre uma e seis semanas. Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para esta infeção viral, que pode provocar síndromes respiratórias agudas potencialmente fatais.
A OMS indicou ainda que a taxa de letalidade do atual surto se situa nos 27%, valor calculado com base no número de mortes entre os casos identificados até ao momento.