Tinha tudo para ser um cenário perfeito: passeios no meio de milhares de túlipas cheias de cor com os animais de estimação a vibrar com a natureza. Mas uma tragédia acabou por obrigar a organização do festival a proibir a entrada a animais de estimação.
Jemma Ladwitch, de 42 anos, participou no Festilva de Tulipas do Fazendeiro Copleys, um evento sazonal de primavera popular, realizado em Pontefract, Inglaterra. É considerado um dos maiores festivais de tulipas do Reino Unido, apresentando mais de 1 milhão de bulbos de tulipas em mais de 100 variedades diferentes. Três horas depois da participação, Bobby, o seu cão de raça Springer Spaniel Inglês, morreu.
O festival, que dura quatro semanas, costumava aceitar cães, até se saber a causa da morte de Bobby. As túlipas, quando ingeridas por cães, podem causar problemas como desconforto intestinal ou efeitos mais graves, como dificuldades respratórias e convulsões. Isto acontece porque este tipo de flores irritam a boca, estômago e pele dos cães. E não é preciso o animal comer a flor: basta lamber, por exemplo, o solo onde esta está plantada.
Bobby morreu após várias convulsões que se acredita terem sido provocadas por "toxicidade vegetal". "O veterinário perguntou onde estávamos. Falámos do festival das túlipas e ela disse-nos que as túlipas são altamente tóxicas para os cães", contou Jemma Ladwitch à BBC. "Ele não tinha doenças, nem problemas de saúde. Ele simplesmente desapreceu em três horas", lamentou.
Os proprietários do festival lamentaram a morte do animal, afirmando estar "profundamente entristecidos" com o incidente. Como precaução, anunciaram a proibição de cães no resto do festival: "A segurança e o bem-estar de todos os nossos visitantes e os seus animais é algo que levamos extremamente a sério. Como medida de precaução, tomámos a díficil decisão de não permitir mais cães no nosso festival".
"Devemos enfatizar que, embora a causa exata do incidente ainda seja desconhecida, muitas flores e plantas em ambientes externos podem representar riscos para cães se ingeridas, especialmente o bulbo, e não queremos correr mais riscos", acrescentaram.
Os visitantes que já tinham adquirido bilhete com a intenção de levarem os seus cães podem pedir o reembolso à organização. Cães de assistência podem entrar, desde que os seus donos assinem um termo de responsabilidade.
O caso serve agora de aviso para visitantes e até donos de cães pelo mundo: a beleza da natureza pode esconder perigos inesperados.