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O corpo da modelo brasilera Ana Luiza Mateus foi encontrado de madrugada na área exterior do condomínio onde estava com o namorado, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A jovem, de 29 anos, tinha caído do 13.º andar. Horas mais tarde, o principal suspeito estava morto numa cela da Divisão de Homicídios daquela cidade.
Natural do estado da Bahia, Ana Luiza era psicóloga, modelo e representante do seu estado no Miss Cosmo Brasil 2026, um concurso internacional com final prevista no Vietname. Tinha quase 40 mil seguidores nas redes sociais, onde publicava regularmente conteúdos de viagens e moda. Segundo a CNN Brasil, a organização do concurso lamentou a sua morte e garantiu que ela "não será esquecida".
Uma relação curta marcada por ciúmes
Estavam juntos há apenas três meses, mas os sinais de alarme já eram visíveis. Segundo o delegado responsável pelo caso, citado pela CNN Brasil, o namorado "tinha ciúmes doentios dela, pela beleza, pelas boas relações que ela tinha". Mensagens encontradas no telemóvel da jovem reforçam a hipótese de uma relação abusiva. Dias antes da tragédia, Ana Luiza confessou a uma amiga que se sentia presa dentro da relação. Na noite em causa, chegou a comprar um bilhete de avião para regressar à Bahia. Mas ficou.
Os vizinhos ouviram uma discussão violenta já na véspera. O namorado saiu do apartamento e, nesse intervalo, moradores e funcionários do edifício aconselharam Ana Luiza a abandonar o local. Ela não o fez. O companheiro regressou por volta das 4h30 da madrugada e a discussão recomeçou. Cerca de uma hora depois, os vizinhos ouviram o barulho da queda. A Polícia Militar foi inicialmente chamada para uma ocorrência de violência psicológica e encontrou a jovem já sem vida.
Preso com documentos falsos. Morto horas depois
No momento da detenção, o suspeito, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 31 anos, apresentou um documento com a identidade do irmão numa tentativa de ocultar quem era, facto que foi confirmado depois. Durante o interrogatório, admitiu ser "o culpado" pela morte da namorada, mas negou tê-la empurrado, sem explicar de que forma assumia essa responsabilidade. Acumulava mais de 20 registos criminais, entre os quais uma condenação por ter atropelado um agente da autoridade durante uma fuga. Foi encontrado morto na cela da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, tendo utilizado a própria roupa para se enforcar.
A investigação prossegue para apurar as circunstâncias exatas da queda.