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De acordo com o jornal espanhol La Razón A Europa alerta Sanchéz para a regularização em massa dos imigrantes. O comissário responsável pelos Assuntos Internos e Migração da União Europeia, Magnus Brunner, demonstrou a sua preocupação quanto ao impacto de um desafio que é partilhado por todos os Estados-membro e pela União Europeia.
Magnus Brunner destaca a importância de controlar o fenómeno migratório de forma ordenada e sem potenciais riscos. Neste sentido, Carmen Morodo, diretora adjunta do jornal La Razón, afirmou que os territórios nacionais devem "garantir que as suas decisões não têm consequências negativas noutras partes da União Europeia."
Em relação à política do governo espanhol, o comissário sublinhou que as "regras devem ser cumpridas", advertindo que a credibilidade europeia não pode ser posta em causa e vista como "um cheque em branco", permintindo que vivam no território do Velho Continente e circulem sem enfrentar uma eventual restrição de movimentos.
"Na Europa defendemos uma migração segura, legal e controlada”, assegurou Brunner.
O vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Tomás Tobé, também se manifestou considerando que a iniciativa de Sánchez constitui “um desafio que compromete os nossos objetivos comuns”.
Sobre o primeiro-ministro espanhol, Tobé afirmou que este "parece viver numa realidade paralela." "Quando um Estado atua isoladamente, isso afeta toda a Europa."
Europa agiliza expulsões e cria lista de “países de origem seguros”
Antes do debate sobre a regularização de imigrantes promovida pelo Podemos (partido político que se situa entre a esquerda e a extrema esquerda) e aceite pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o Parlamento Europeu aprovou regras para agilizar a expulsão de pedidos de asilo recusados, seja por antecedentes criminais ou pelas condições do país de origem.
Neste sentido, deixa de ser obrigatória a “conexão” entre o migrante e o país de destino, bem como a validação de acordos bilaterais para externalizar a receção de imigrantes — uma medida já aplicada pelo Governo de Giorgia Meloni, em Itália. A União Europeia pediu aos Estados-membros que cumpram as regras para controlar a migração. A votação em Estrasburgo registou 396 votos a favor, 226 contra e 30 abstenções.
Além disso, para acelerar os retornos, o Parlamento Europeu aprovou a primeira lista europeia de “países de origem seguros”, destinada a cidadãos cujos pedidos de asilo sejam recusados na UE. A lista será dinâmica e poderá sofrer alterações futuras. Entre os países incluídos estão Colômbia, Bangladesh, Egito, Índia, Kosovo, Marrocos e Tunísia. A Comissão Europeia vai acompanhar a situação nestes países e pode mudar a lista se as condições mudarem.
O debate ficou também marcado por um incidente durante o discurso do líder do partido Se Acabó la Fiesta, Alvise Pérez, cujo microfone foi cortado. O motivo foi que o orador atacou pessoalmente a eurodeputada do Podemos, Irene Montero, sem que esta tivesse usado a “cartão azul”, mecanismo europeu que permite responder a intervenções no Parlamento.