quarta-feira, 15 abr. 2026

Brasil. Operação policial provoca oito mortos, incluindo um dos chefes do Comando Vermelho. Morreu um homem que tinha sido feito refém

Como forma de protesto contra a operação policial, foi incendiado um autocarro numa avenida central, e erguidas barricadas com outros veículos.

Cerca de 150 membros da unidade de elite da polícia militar do Rio de Janeiro (BOPE) foram mobilizados esta quarta-feira para várias favelas próximas do bairro turístico de Santa Teresa. A operação policial contra o crime organizado acabou por provocar oito mortos, incluindo um dos narcotraficantes mais procurados do Brasil.

Cláudio Augusto dos Santos, mais conhecido como "Jiló dos Prazeres", de 55 anos, morreu no confronto armado. Era considerado uma figura-chave e um dos chefes mais antigos de um dos maiores grupos criminosos do Brasil: o Comando Vermelho.

De acordo com o portal de notícias brasileiro G1, o homem tinha pelo menos oito mandados de captura pendentes por sequestro, tráfico de droga e homicídio. O chefe da polícia militar, Marcelo Menezes Nogueira, descreveu-o como "um traficante implacável e sanguinário". Outros seis suspeitos de crime organizado foram mortos. No entanto, a oitava vítima era um residente local que tinha sido feito refém com a sua mulher, que sobreviveu. O homem morreu quando o grupo, para libertar os reféns, abriu fogo contra as autoridades.

Foram detidas ainda 116 pessoas e apreendidas 21 armas, 105 quilos de cocaína e 600 quilos de marijuana.

Como forma de protesto contra a operação policial, foi incendiado um autocarro numa avenida central, e erguidas barricadas com outros veículos. "Eles entraram, mandaram-me tirar os passageiros e incendiaram o autocarro. Aconteceu tudo muito depressa", disse o motorista, Marcio Souza, à Agência France-Presse.

O Rio de Janeiro tem sido palco deste tipo de operações para combater grandes fações criminosas na região. Recorde-se que, em outubro do ano passado, ocorreu a maior operação policial da história do Brasil, onde pelo menos 117 suspeitos foram mortos, bem como quatro agentes de autoridade.