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O conselho de administração da BP aprovou “por unanimidade” a demissão do 'chairman' Albert Manifold, com efeitos imediatos, devido a “graves preocupações” relacionadas com a sua conduta e questões de governação.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, a multinacional britânica explicou que o conselho ficou “surpreendido” ao tomar conhecimento de problemas considerados “inaceitáveis” na supervisão em matéria de governação e comportamento interno.
“O conselho ficou surpreendido e desapontado ao tomar conhecimento da existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas”, afirmou uma das administradoras, Amanda Blanc, citada na nota oficial.
Segundo informações avançadas pela agência Reuters e pela BBC, Albert Manifold é acusado por várias fontes de comportamentos agressivos e inadequados no ambiente de trabalho.
As denúncias referem alegados episódios de “bullying” e atitudes consideradas “dominadoras e excessivas” para com colegas.
A BP recusou, para já, prestar mais esclarecimentos sobre o caso, enquanto Albert Manifold ainda não reagiu publicamente à decisão.
O gestor estava no cargo há menos de oito meses e tinha assumido funções com a missão de supervisionar uma nova reformulação estratégica da petrolífera britânica.
A saída surge num período particularmente turbulento para a liderança da empresa.
Em 2023, o então diretor-executivo da BP, Bernard Looney, foi afastado após admitir ter omitido informações ao conselho sobre relações pessoais com colegas da empresa.
Mais recentemente, o sucessor de Looney, Murray Auchincloss, abandonou o cargo de forma inesperada em dezembro, sem que a empresa tenha apresentado uma explicação detalhada para a saída.
A sucessão de mudanças na liderança tem aumentado a pressão sobre a BP numa fase marcada por desafios estratégicos ligados à transição energética, rentabilidade e governação interna.