quinta-feira, 11 jun. 2026

BP demite 'chairman' após denúncias de conduta inadequada

A BP afastou com efeitos imediatos Albert Manifold, alegando “graves preocupações” relacionadas com governação e conduta. Empresa atravessa nova crise interna na liderança
BP demite 'chairman' após denúncias de conduta inadequada

O conselho de administração da BP aprovou “por unanimidade” a demissão do 'chairman' Albert Manifold, com efeitos imediatos, devido a “graves preocupações” relacionadas com a sua conduta e questões de governação.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a multinacional britânica explicou que o conselho ficou “surpreendido” ao tomar conhecimento de problemas considerados “inaceitáveis” na supervisão em matéria de governação e comportamento interno.

“O conselho ficou surpreendido e desapontado ao tomar conhecimento da existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas”, afirmou uma das administradoras, Amanda Blanc, citada na nota oficial.

Segundo informações avançadas pela agência Reuters e pela BBC, Albert Manifold é acusado por várias fontes de comportamentos agressivos e inadequados no ambiente de trabalho.

As denúncias referem alegados episódios de “bullying” e atitudes consideradas “dominadoras e excessivas” para com colegas.

A BP recusou, para já, prestar mais esclarecimentos sobre o caso, enquanto Albert Manifold ainda não reagiu publicamente à decisão.

O gestor estava no cargo há menos de oito meses e tinha assumido funções com a missão de supervisionar uma nova reformulação estratégica da petrolífera britânica.

A saída surge num período particularmente turbulento para a liderança da empresa.

Em 2023, o então diretor-executivo da BP, Bernard Looney, foi afastado após admitir ter omitido informações ao conselho sobre relações pessoais com colegas da empresa.

Mais recentemente, o sucessor de Looney, Murray Auchincloss, abandonou o cargo de forma inesperada em dezembro, sem que a empresa tenha apresentado uma explicação detalhada para a saída.

A sucessão de mudanças na liderança tem aumentado a pressão sobre a BP numa fase marcada por desafios estratégicos ligados à transição energética, rentabilidade e governação interna.