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Begoña Gómez, mulher do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, será julgada por crimes de tráfico de influência, corrupção nos negócios no setor privado entre indivíduos, apropriação indevida e desvio de fundos públicos, após a conclusão de uma investigação judicial que se prolongou durante cerca de dois anos.
A decisão foi tomada pelo juiz Juan Carlos Peinado, responsável pelo processo, este sábado. O juiz considerou existirem indícios suficientes para avançar com a acusação relativamente a quatro crimes, afastando uma das acusações inicialmente investigadas, relacionada com exercício ilegal de profissão, por falta de elementos suficientes.
Cristina Álvarez, assessora de Begoña Gómez, também vai a julgamento pelos mesmos crimes.
Assim, a mulher do primeiro-ministro espanhol fica sujeita à retirada do passaporte, proibição de sair do território nacional e obrigatoriedade de comparecer quinzenalmente em tribunal. Cristina Álvarez enfrenta as mesmas medidas.
No auto, o juiz determina que estas medidas estarão em vigor "durante o tempo que durar o processo e até ser emitida uma resolução final".
O empresário Juan Carlos Barrabés também irá a julgamento pelos crimes de tráfico de influência e corrupção no setor privado entre indivíduos.
Begoña Gómez nega acusações
A mulher de Pedro Sánchez rejeita qualquer prática ilegal e a defesa tem contestado a existência de fundamentos para levar o caso a julgamento. O primeiro-ministro espanhol também tem defendido publicamente a inocência da mulher, classificando o processo como uma tentativa de desgaste político contra o seu Governo.
O caso começou depois de uma denúncia apresentada pelo grupo "Manos Limpias", uma organização associada à direita espanhola, em abril de 2024, e acabou por ganhar grande dimensão política em Espanha.