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A população belga acordou com um novo pedido das autoridades: que preparem um "kit de emergência" que permitam viver de forma autónoma durante, pelo menos, 72 horas, face ao risco de catástrofe.
De acordo com o The Brussels Times, o alerta vem do Centro Nacional de Crise da Bélgica. "Tenha água, alimentos não perecíveis, stock de medicamentos, velas... Não é algo dramático ou que cause ansiedade; é simplesmente uma questão de estar preparado", afirmou o ministro da Segurança e Assuntos Internos belga, Bernard Quintin, citado pelo jornal belga. Há um ano, a União Europeia estava a pedir os estados-membros para alertaram a sua população para a importância destes kits, face ao crescimentos dos conflitos internacionais.
O Centro Nacional de Crise lançou agora uma campanha de quarto anos com o slogan "Preparados Juntos", para sensibilizar o povo e o preparar para uma situação de emergência.
Embora o ministro garanta que não há motivo para pânico, reitera também que "nunca é demais estar preparado". "Falta-nos uma cultura de segurança na Bélgica. Precisamo de perceber que não vivemos no mesmo mundo de há 20 anos. Não queremos asustar as pessoas, mas também não devemos enterrar a cabeça na areia", considerou esta terça-feira.
O minsitro refere-se a ameaças e ataques híbridos no país que, apesar de não estar em guerra declarada, tem sofrido com outros conflitos que condicionam, por exemplo, serviços públicos e hospitais,
"Da nossa parte, da Europa, tivemos a sorte de viver em paz por 80 anos, o período mais longo de paz do continente, mas a situação mudou. E precisamos de estar preparados", conclui o ministro.
Para maior eficácia da iniciativa, o Centro de Crise definiu fases para a sua realização.
Encontrar informação fiável
A primeira foca-se em encontrar as informações corretas em caso de emergência. Para isso, o centro aconselha a inscrição no sistema de alerta BE-alert, além de estar inserido em canais de comunicação locais e no site do Centro de Crise. A intenção é garantir que a população sabe onde encontrar informação fiável já que momentos de catástrofe são mais propícios a desinformação.
"Próximo e local"
A campanha do Centro de Crise adota uma abordagem "próxima e local", em cooperação com autoridades e organizações locais onde as pessoas podem encontrar várias informações, para se sentirem "conectadas" com a comunidade. Desta forma, conhecerão também casos mais sensíveis e que precisem de maior atenção em emergência.
Nesse sentido, a iniciativa tenta sensibilizar para, em caso de emergência, a população ser resiliente de forma a que os serviços de urgência se possam focar em pessoas de maior vulnerabilidade.
"Esse é exatamente o objetivo desta campanha: fornecer aos nossos cidadãos todas as informações necessárias para avaliar uma emergência potencial de forma rápida e precisa e para a navegar com confiança", enfatizou o ministro.
O que deve ter o kit de emergência para 72 horas?
Kit básico de primeiros socorros (com curativos, compressas, tesouras, pinças, analgésicos, desinfetantes). Se necessitar de algum medicamento extra, deve tê-lo no kit de emergência;
Garrafas de água;
Enlatados e/ou alimentos não perecíveis;
Um carregador de telemóvel e power bank;
Documentos essenciais (cópia de documentos de identificação e contratos de seguro);
Uma lanterna (certifique-se de que tem baterias extra);
Um rádio a bateria;
Isqueiro ou fósforos;
Canivete;
Estas é a lista aconselhada pelas autoridades belgas, mas o Centro de Crise enfatiza que cada pessoa deve rambém colocar no kit outras coisas que lhe sejam essenciais à sobrevivência.
O kit de emergência deve estar preparado em mochilas e num local acessível da casa, pronto a ser levado em caso de necessidade. Deve também ser revisto regularmente para substituir itens caso necessário.
"Todo o cidadão deve assumir a responsabilidade e perguntar-se: se, por algum caso extraordinário, eu tiver que ficar em casa com a minha família por três dias, tenho o suficiente?", questiona o ministro, acrescentando: "A nossa mensagem é clara: aqueles que estão bem preparados estão melhor protegidos".
Esta é uma recomendação das autoridades belgas, mas também em Portugal se fala cada vez mais da importância de ter um kit de emergência preparado, obrigando cada vez mais famílias a preocuparem-se com uma potencial catástrofe.