sexta-feira, 15 mai. 2026

Autópsia revela que menina de 5 anos foi enterrada viva pela mãe e padrasto no Brasil

Segundo as autoridades, a criança apresentava sinais de agressões anteriores, num contexto de violência continuada pela mãe e padrasto.
Autópsia revela que menina de 5 anos foi enterrada viva pela mãe e padrasto no Brasil

O caso de Maria Clara Lisboa chocou o Brasil (e o mundo) após ser descoberto o corpo, em outubro de 2025, no terreno da casa onde a criança de cinco anos viva com a mãe e o padrasto - os autores do crime.

Mas os resultados da autópsia apenas agora foram divulgados e o crime apenas se agrava: ao que a TV TEM, uma rede regional de televisão brasileira, afiliada à Rede Globo e citada pelo G1, anunciou, Maria Clara morreu de asfixia mecânica por soterramento: isto significa que foi enterrada viva pelos familiares. A autópsia revelou ainda que a menina tinha terra na traqueia, o que significa que ainda esteve a respirar quando enterrada, comprovando a causa da morte.

Além disso, apresentava um traumatismo craniano, que indica que foi agredida antes de a enterrarem.

O corpo da menina foi encontrado no dia 14 de outubro do ano passado, mas tudo indica que estaria ali há mais de 20 dias, desde meados de setembro. Foi a avó paterna que, no início de outubro denunciou o desaparecimento da neta às autoridades brasileiras. A mãe da criança já era conhecida das autoridades devido a um caso de ameaças por parte do padrasto meses antes.

No mesmo dia em que o corpo da menina foi encontrado, a mãe e o padrasto foram detidos para interrogatório e aí confessaram o crime. Aguardam agora julgamento em prisão preventiva, estando a audiência marcada para o próximo dia 19 de maio. É neste dia que se irá definir se o casal segue para o Júri Popular - instituição constitucional que permite a cidadãos comuns, e não apenas a juízes credenciados, julgar crimes dolosos contra a vida. Os dois devem responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

No dia seguinte a encontrarem o corpo, as autoridades divulgaram um áudio do padrasto da criança, enviado para o pai biológico, onde confessava que a menina estava morta e que com isso acabaria o vínculo com a mãe de Maria Clara. Esta gravação terá sido enviada duas semanas antes de descobrirem o corpo.

De acordo com o responsável pelo caso, Franco Augusto, a criança deveria sofrer "agressões frequentes" por parte da mãe e padrasto, sendo que este último tinha histórico criminal. Acredita-se que torturava psicologicamente a menina, mas também a companheira, utilizando Maria Clara como "forma de pressão".