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Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas na sequência de um ataque russo lançado durante a noite contra Kiev, anunciaram esta quinta-feira o Presidente da Ucrânia e as autoridades locais.
Segundo Volodymyr Zelensky, o bombardeamento provocou ainda sete feridos na região de Kyiv, 28 na cidade de Kharkiv e dois na região de Odessa.
“Até à data, foram reportadas cinco mortes em Kyiv em consequência do ataque russo da noite passada”, escreveu Zelensky nas redes sociais.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a ofensiva envolveu cerca de 56 mísseis e 675 drones, um dos maiores ataques aéreos lançados pela Rússia desde o início da guerra.
O ataque ocorreu apenas um dia depois de Moscovo ter disparado quase 800 drones contra território ucraniano.
As autoridades militares da Ucrânia afirmaram ter intercetado 41 mísseis, incluindo 12 balísticos, e 652 drones.
Ainda assim, 15 mísseis e 23 drones conseguiram atingir 24 locais diferentes, enquanto os destroços dos aparelhos abatidos caíram em pelo menos 18 pontos adicionais.
Segundo Zelensky, cerca de 180 infraestruturas foram danificadas em todo o país, incluindo mais de 50 edifícios residenciais.
Na capital ucraniana, decorrem operações de busca e salvamento no distrito de Darnitsky, onde as autoridades continuam à procura de dez pessoas desaparecidas sob os escombros.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, revelou que 18 apartamentos de um edifício residencial de nove andares ficaram destruídos.
Até ao momento, 11 pessoas foram retiradas com vida do edifício atingido.
Klitschko informou também que existem falhas no abastecimento de água na margem esquerda do rio Dnipro, que atravessa a capital.
A procuradoria de Kiev indicou que o alerta aéreo provocado pelo ataque durou mais de oito horas.
Foram registados impactos e queda de destroços em vários distritos da cidade, incluindo Holosiivskyi, Darnytskyi, Desnianskyi, Dniprovskyi, Obolonskyi, Pecherskyi, Solomianskyi e Shevchenkivskyi.
As autoridades reportaram danos em 11 edifícios residenciais de vários andares, 27 veículos, um supermercado, dois stands automóveis, dois postos de abastecimento, um centro comercial e uma oficina automóvel.
A Procuradoria de Kiev abriu um inquérito preliminar por alegados crimes de guerra cometidos pelas forças russas.
Além da capital, também decorrem operações de recuperação na região de Poltava.
Segundo Zelensky, mais de 750 operacionais do Serviço Estatal de Emergência e quase 750 agentes da polícia foram mobilizados em todo o país para responder às consequências do ataque.
O Presidente ucraniano destacou que as defesas aéreas conseguiram intercetar cerca de 93% dos projéteis lançados pela Rússia, mas admitiu que a eficácia “deve ser mais elevada”, sobretudo contra mísseis balísticos.
Volodymyr Zelensky voltou ainda a pedir maior pressão internacional sobre Moscovo.
“Deve haver uma resposta justa a todos estes ataques e a pressão sobre Moscovo deve ser tal que sintam as consequências do seu terrorismo”, afirmou.
O chefe de Estado ucraniano apelou igualmente à manutenção das sanções internacionais contra a Rússia e pediu que “o mundo não permaneça em silêncio perante este terror”.