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Pelo menos 18 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas na sequência de uma vaga de ataques aéreos russos que atingiu Kiev e outras cidades ucranianas durante a madrugada desta quinta-feira, num dos bombardeamentos mais mortíferos desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
De acordo com as autoridades ucranianas, citadas pelo The Kyiv Independent, as operações de busca e salvamento continuam nos edifícios destruídos, pelo que o número de vítimas poderá aumentar nas próximas horas. Entre os danos registados está o colapso de um edifício residencial, além de estragos significativos em infraestruturas civis, incluindo uma instalação médica.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou que a Rússia lançou mais de 70 mísseis, cerca de metade dos quais balísticos, e quase 500 drones contra território ucraniano. Embora os sistemas de defesa aérea tenham intercetado uma parte significativa dos projéteis, vários conseguiram atingir zonas residenciais, provocando mortes, feridos e destruição.
As autoridades ucranianas classificaram o bombardeamento como o mais devastador contra Kiev desde 2022 e voltaram a pedir um reforço urgente da defesa aérea do país.
"Não adiem decisões sobre a defesa aérea da Ucrânia. Este é o nosso principal pedido aos nossos parceiros após uma noite de horror em Kyiv", apelou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.
Também Volodymyr Zelensky renovou os pedidos de apoio militar aos aliados, defendendo que os Estados Unidos autorizem a produção de mísseis Patriot em território ucraniano, de forma a reforçar a capacidade de resposta perante os sucessivos ataques russos.
União Europeia prepara novas sanções
Na sequência do ataque, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, defendeu um aumento da pressão sobre Moscovo e anunciou a preparação de novas sanções dirigidas a entidades que apoiam o complexo militar-industrial russo.
O objetivo, segundo a responsável europeia, é limitar a capacidade da Rússia para continuar a sustentar o esforço de guerra e intensificar os custos económicos da invasão da Ucrânia.
Alemanha acusa Moscovo de atacar civis
O Governo alemão condenou o ataque russo, acusando Moscovo de atingir deliberadamente civis e infraestruturas não militares.
"Pessoas foram mortas ou feridas enquanto dormiam, casas foram destruídas e infraestruturas civis, como uma instalação médica, foram gravemente danificadas", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, em comunicado.
Berlim considera que as imagens provenientes de Kiev demonstram que a Rússia "continua a sua guerra de agressão ilegal contra a Ucrânia" de forma "brutal".
O Governo alemão acrescenta ainda que o Presidente russo, Vladimir Putin, "não mostra vontade de negociar", optando por manter "o terror dos mísseis e dos drones contra a população", apesar das perdas sofridas pelas forças russas nas linhas da frente.