A empresa tecnológica Meta, proprietária do Facebook e Instagram, anunciou esta sexta-feira ações judiciais contra "burlões" no Brasil e China que terão usado deepfakes de celebridades para promover produtos fraudulentos nas suas plataformas.
A empresa apresentou queixa "contra quatro anunciantes desonestos que usurparam a identidade de celebridades e marcas conhecidas para enganar e burlar pessoas", pode ler-se no comunicado emitido.
No Brasil, são duas empresas e quatro indivíduos que estão sujeitos a processos, acusados de conduzirem uma operação fraudulenta que recorreu a imagens hiper-realistas geradas por Inteligência Artificial (deepfakes) de um médico conhecido para publicitar produtos de saúde sem regulamentação. Entre os visados, está o oncologista Drauzio Varella, que considerou a ação judicial uma "gota de água no oceano" face à dimensão das fraudes, em declarações ao jornal brasileito Globo.
Já na China, a Meta processou uma empresa que alegadamente difunde anúncios com imagens falsas de celebridades para chegar à população norte-americana e japonesa. O objetivo é incentivá-los a aderir a supostos grupos de investimento, de acordo com a Agência Lusa.
Um último processo vai contra uma sociedade vietnamita pela publicação de anúncios fraudulentos de malas de luxo da marca francesa Longchamp.