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A NASA confirmou o sucesso da manobra que colocou a missão Artemis II em trajetória rumo à Lua, naquele que é um dos momentos mais importantes da primeira missão tripulada do programa que pretende devolver astronautas ao satélite natural da Terra.
A operação em causa, conhecida como 'injeção translunar', foi executada pela cápsula Orion já depois do lançamento e permitiu à nave abandonar a órbita terrestre e iniciar a viagem em direção à Lua. Segundo a agência espacial norte-americana, a queima do motor principal da nave durou cinco minutos e 52 segundos, o suficiente para alterar a trajetória e colocar a tripulação no chamado “segmento lunar” da missão.
A manobra foi executada "de forma perfeita" pela equipa de controlo de voo em Houston, no sul dos Estados Unidos.
A agência espacial salientou ainda que a tripulação está de boa saúde e que os sistemas da cápsula estão a funcionar conforme o planeado.
Trata-se de um marco simbólico e operacional de grande relevância: é a primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972, que seres humanos deixam a órbita da Terra com destino à lua. E também é a primeira vez que uma missão lunar inclui uma mulher, Christina Koch.
A bordo está Christina Koch, os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e o canadiano Jeremy Hansen.
Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.