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Larry Summers apresentou esta quarta-feira a demissão do cargo de professor da universidade de Harvard após terem sido reveladas trocas de mensagens com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O reitor de Harvard, Jason Newton, anunciou que a universidade aceitou a demissão de Summers na sequência da revisão dos documentos relacionados com Epstein e recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano. Larry Summers demitiu-se também do cargo como co-diretor do Centro para Negócios e Governo Mossavar-Rahmani, na Harvard Kennedy School, onde estava desde 2011. Permanecerá de licença até ao final do ano, de acordo com o reitor.
O antigo secretário do Tesouro dos EUA, no Governo de Bill Clinton, e ex-presidente da Universidade de Harvard (ocupou o cargo entre 2001 e 2006) tinha anunciado em novembro um afastamento da vida pública, focando-se apenas em atividades académicas. Além de secretário do Tesouro, Summers foi diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, onde orientou o Governo de Obama durante as consequências da crise económica de 2008.
Numa declaração a que o jornal britânico The Guardian teve acesso, Summers fala em "decisão díficil": "Serei eternamente grato aos milhares de alunos e colegas que tive o privilégio de ensinar e com quem trabalhei desde que cheguei a Harvard como aluno de pós-graduação, há 50 anos", disse.
De acordo com o mesmo jornal, e-mails divulgados em 2025 reacenderam algumas dúvidas sobre a relação de Summers com Epstein, que, recorde-se, morreu na sua cela em 2019 enquanto aguardava o julgamento por crimes de tráfico sexual de menores. Algumas das mensagens indicavam que a amizade teria durado até à detenção do criminoso, em julho de 2019. Nos e-mails revelados entre os dois, Summers e Epstein falam sobre diversos temas, desde políticas, a iniciativas filantrópicas, até relações amorosas: Summers chegou mesmo a confidenciar sobre a possibildiade de um relacionamento amoroso com alguém que considerava o seu "mentor económico".