Alvo de inspeção três dias antes: O que se sabe sobre o comboio que descarrilou em Espanha

As autoridades espanholas admitem não ter ainda explicação para o sucedido. O Governo português acompanha o caso e, até ao momento, não há registo de vítimas nacionais.
Alvo de inspeção três dias antes: O que se sabe sobre o comboio que descarrilou em Espanha

O comboio de alta velocidade que descarrilou no domingo no município de Adamuz, na província espanhola de Córdova, tinha sido alvo de uma inspeção técnica apenas três dias antes do acidente, confirmou a operadora privada Iryo. A colisão provocou pelo menos 39 mortos e dezenas de feridos.

De acordo com a empresa ferroviária, a composição — construída em 2022 — realizou a última verificação de segurança a 15 de janeiro. No momento do acidente, seguiam a bordo 289 passageiros, além de quatro tripulantes e do maquinista. Por razões ainda desconhecidas, o comboio saiu da linha original e acabou por invadir uma via paralela, onde circulava um comboio da Renfe em sentido contrário.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português informou esta manhã que não existe, até agora, qualquer indicação de vítimas portuguesas. Fonte oficial garantiu que o Governo está a acompanhar a situação em contacto com as autoridades espanholas.

As causas do acidente continuam por apurar. O ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, classificou o sucedido como “tremendamente estranho”, salientando que o troço ferroviário tinha sido recentemente renovado e que o comboio envolvido era praticamente novo. A investigação ficará a cargo de uma comissão técnica independente.

Sindicatos do setor ferroviário espanhol exigem uma apuração rigorosa das circunstâncias do acidente, defendendo transparência total no processo para o apuramento de eventuais responsabilidades.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já endereçou uma mensagem de condolências ao rei Felipe VI, juntando-se a vários líderes europeus que manifestaram pesar pelas vítimas da tragédia.