segunda-feira, 14 set. 2026

Aluno de 18 anos ataca professora com líquido corrosivo e deixa-a com queimaduras graves em Macau

Um estudante de 18 anos foi detido em Macau depois de atacar uma professora com líquido corrosivo no primeiro dia de aulas. A docente sofreu queimaduras químicas graves no rosto e no corpo e poderá perder a visão do olho esquerdo.
Aluno de 18 anos ataca professora com líquido corrosivo e deixa-a com queimaduras graves em Macau

Um estudante de 18 anos foi detido em Macau por atirar líquido corrosivo a uma professora no primeiro dia de aulas, causando “danos graves” no rosto da docente, confirmou hoje a polícia à Lusa.

O incidente ocorreu na terça-feira na Escola São João de Brito, um estabelecimento de ensino católico sob a alçada da Caritas de Macau.

Segundo a Polícia Judiciária (PJ), o estudante, que frequentava o 12.º ano, agiu por ressentimento em relação à professora, que tinha sido sua diretora de turma no 8.º ano.

Na altura, sentiu-se "injustiçado" e "alvo de tratamento discriminatório", relatou o canal em língua chinesa da emissora pública TDM.

A investigação apurou que, no final do 11.º ano, o estudante soube que a professora voltaria a ser sua diretora de turma no 12.º ano.

"Receando voltar a ser alvo de discriminação", planeou o ataque, para impedir que a professora voltasse a ser sua diretora de turma e para ser suspenso da escola, disse a polícia.

"Na manhã do primeiro dia de aulas, o estudante dirigiu-se a um supermercado próximo da escola e comprou uma garrafa de desentupidor de canos. Ao regressar, rondou a sala de aula e, quando a professora apareceu, atirou-lhe o líquido ao rosto e ao corpo", referiu a PJ.

A vítima, na casa dos 60 anos, sofreu queimaduras no rosto e em várias partes do corpo.

"De acordo com o diagnóstico do médico assistente, a vítima enfrenta a possibilidade de perder a visão do olho esquerdo, tendo cerca de 18% da pele do lado esquerdo do rosto e do corpo sofrido queimaduras químicas de terceiro grau", acrescentou a PJ.

Durante o ataque, o estudante sofreu também queimaduras ligeiras nos antebraços e nas mãos, com um período de recuperação previsto de 15 dias.

A polícia adiantou ainda que o estudante não tem registo de infrações disciplinares graves na escola nem antecedentes criminais.

A PJ referiu que o processo foi remetido ao Ministério Público sob suspeita da "prática de crime de ofensa à integridade física grave com circunstância agravante".