Um alpinista austríaco foi condenado, esta sexta-feira, por homicídio culposo por negligência grave, depois da namorada ter morrido de hipotermia no topo da montanha mais alta na Áustria.
O caso ocorreu em janeiro de 2025. Segundo o que foi divulgado pelos tribunais e de acordo com The Guardian, o casal, Thomas P. e Kerstin G., de 33 anos, encontrava-se cerca de 50 metros abaixo do cume do Monte Grossglockner quando a mulher ficou exausta e incapaz de continuar devido às duras condições meteorológicas e baixas temperaturas.
O tribunal condenou o alpinista a cinco meses de pena de prisão suspensa e a uma multa de cerca de 9 400 euros, em vez da pena máxima possível de até três anos de prisão, tendo em conta o seu bom registo anterior e outros fatores mitigantes.
Segundo a Sky News o juiz que presidiu ao caso, Norbert Hofer, afirmou na leitura do veredito que o réu não agiu com intenção maliciosa, mas que demonstrou erros graves de julgamento, incluindo a incapacidade de tomar medidas que poderiam ter salvo a vida da companheira.
O caso gerou debate internacional e nas redes sociais sobre até que ponto um alpinista pode ser legalmente responsável por decisões tomadas em condições extremas, onde riscos são inerentes. A decisão pode influenciar futuros julgamentos relacionados com responsabilidade em atividades de alto risco.