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Um instituto neerlandês especializado em saúde mental e dependências lançou um “alerta vermelho” para alguns comprimidos de ecstasy com a imagem do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O aviso foi emitido pelo Instituto Trimbos, depois de vários comprimidos terem sido entregues em centros de análise. Os testes revelaram uma concentração muito elevada de PMMA (para-metoximetanfetamina), uma substância semelhante ao MDMA, componente habitualmente associado ao ecstasy.
A recomendação do instituto é inequívoca: os comprimidos não devem ser consumidos.
Comprimidos têm a imagem de Donald Trump
Segundo a BBC, os comprimidos foram produzidos com o formato da cabeça de Donald Trump. Numa das faces surge a imagem do Presidente dos Estados Unidos, enquanto no verso aparecem as inscrições “NL” e “Trump”, separadas por uma linha vertical.
Foram identificadas versões de diferentes cores, incluindo comprimidos verdes e amarelos.
Apesar do aspeto incomum, é a composição química que está na origem do alerta das autoridades de saúde.
PMMA pode demorar mais tempo a fazer efeito
O PMMA apresenta características semelhantes às do MDMA, mas tem uma diferença particularmente preocupante: o seu efeito pode demorar mais tempo a surgir.
Segundo o Trimbos Institute, esta demora pode levar uma pessoa a pensar que o primeiro comprimido não está a fazer efeito e, consequentemente, a consumir uma quantidade maior.
Esse comportamento aumenta o risco de overdose. A utilização de PMMA pode provocar um aumento perigoso da temperatura corporal, com consequências potencialmente fatais.
Não há, para já, mortes associadas a estes comprimidos
Apesar da gravidade do alerta, não foram registados, até ao momento, casos confirmados de doença grave ou mortes relacionadas com estes comprimidos específicos.
Anniek Groothuis, porta-voz do Trimbos Institute, explicou à Associated Press que não são conhecidos casos de vítimas cujo sangue tenha revelado a presença de PMMA na sequência do consumo destes comprimidos.
O alerta pretende, precisamente, evitar que possam surgir casos de intoxicação.
Ecstasy continua a ser consumido nos Países Baixos
A produção, venda e consumo de ecstasy são ilegais nos Países Baixos, mas a droga continua a ser consumida de forma significativa, sobretudo em clubes e festivais de música.
Segundo dados de um relatório governamental citados pela Associated Press, cerca de 550 mil pessoas terão consumido ecstasy no país num período de um ano.
Não é a primeira vez que aparecem comprimidos com a imagem de Trump
A utilização da imagem de Donald Trump em comprimidos de ecstasy não é inédita.
Em 2017, a polícia alemã apreendeu milhares de comprimidos cor de laranja com o formato da cabeça do Presidente norte-americano. Anos mais tarde, comprimidos semelhantes voltaram a surgir noutros países.
O aparecimento destes comprimidos demonstra também que o desenho ou o nome estampado numa pastilha não permite determinar a sua composição ou segurança.
Neste caso, os testes realizados nos Países Baixos permitiram identificar uma concentração elevada de PMMA e desencadear o alerta nacional.
O Trimbos Institute reforça que estes comprimidos não devem ser consumidos devido ao risco de intoxicação grave e potencialmente fatal.