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O ministro do Interior alemão afirmou este domingo que "tudo indica" que o ataque ocorrido no sábado junto à Marcha do Orgulho LGBTI+ em Berlim foi um "atentado terrorista islâmico". O novo balanço aponta para uma pessoa morta e 29 feridos, alguns dos quais em estado crítico.
O ataque aconteceu durante a noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas que se encontravam no parque Tiergarten, nas proximidades do percurso do desfile do Orgulho LGBTI+.
Segundo as autoridades, o suspeito terá atropelado várias pessoas e, posteriormente, atacado outras com uma arma que se suspeita ser um machete.
A polícia alemã lançou este domingo um mandado de captura contra o suspeito, identificado como Abdul B., de 21 anos, e pediu ajuda à população para localizar o jovem.
As autoridades acreditam que o suspeito poderá estar armado e ser perigoso, tendo recomendado aos cidadãos que evitem qualquer "contacto direto" com o homem.
Suspeito terá ligações a círculos islâmicos
O porta-voz da polícia de Berlim, Florian Nath, afirmou que o suspeito é conhecido das autoridades e que será membro de "círculos islâmicos" na capital alemã.
"As buscas por esta pessoa estão a decorrer a todo o vapor", afirmou o responsável, citado pela Associated Press, acrescentando, contudo, que os investigadores ainda não tinham informações concretas sobre as motivações específicas do ataque.
De acordo com os meios de comunicação alemães Der Spiegel e Bild, o suspeito terá tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, tendo sido detido no Líbano.
O jovem, cidadão alemão de origem libanesa, terá sido posteriormente repatriado para a Alemanha. Segundo os mesmos meios, foi condenado em 2026, num outro processo, por "preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado".
O ministro do Interior revelou que as autoridades estão a procurar o suspeito não apenas em Berlim, mas também junto às fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias de todo o país.
Uma pessoa morreu e 29 ficaram feridas
O ataque provocou a morte de uma pessoa e ferimentos em pelo menos 29 vítimas. Algumas encontram-se em estado crítico.
Segundo os primeiros relatos, o suspeito terá utilizado uma carrinha para atingir uma multidão num parque próximo do percurso da Marcha do Orgulho LGBTI+. Depois do atropelamento, várias pessoas terão sido atacadas com uma arma branca.
As autoridades indicaram ainda que uma ou mais pessoas abandonaram a viatura depois do embate, enquanto testemunhas relataram que algumas vítimas terão sido esfaqueadas após o incidente.
Chanceler alemão promete punição "com toda a severidade"
O ataque já provocou reações de vários líderes europeus, incluindo de Espanha e Itália, bem como da presidente da Comissão Europeia.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ataque como "abominável" e garantiu que os responsáveis serão punidos.
"O ataque será esclarecido e punido com toda a severidade", afirmou.
As autoridades alemãs continuam a procurar o suspeito, enquanto prosseguem as investigações para esclarecer as circunstâncias do ataque, determinar a sua motivação e apurar se contou com a colaboração de outras pessoas.