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Quando todos parecíamos ver um cessar-fogo ao fundo do túnel depois das declarações esperançosas de Donald Trump, eis que o Irão vem desmentir.
"Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas chegou ao fim", afirmou o exército iraniano, em resposta às declarações onde Trump afirmava que Washington e Teerão iriam "chegar a um acordo" após conversações "boas e muito produtivas". O Irão reconhece ter mantido contactos indiretos com a Casa Branca, mas rejeita qualquer esperança de neogociação.
Nessas declarações, Donald Trump afirmou ainda que os representantes do Irão garantiram-lhe que "nunca terão arma nuclear" e que lhe teriam concedido um "grande presente" relacionado com o estreito de Ormuz.
"Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas", afirma o porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, Ebgrahim Zolfaghari, em comunicado citado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irão. "Será que os teus conflitos internos chegaram a um ponto em que estás a negociar contigo mesmo?", continuou.
No mesmo comunicado, o exército sublinha ainda que o preço do petróleo continuará a subir e que nunca mais "será o que era". "Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas forças armadas", reiteram e acrescentam: "Ninguém como nós chegará a um acordo com alguém como vocês".
Na terça-feira, o jornal norte-americano The New York Times falou com uma fonte anónima, que terá revelado que os EUA terão submetido um plano de cessar-fogo com 15 pontos ao Irão, através de intermediários do Paquistão. Revelou ainda que o Pentágono está a mobilizar duas unidadas da Marinha que irão ser um acréscimo aos militares norte-americanos da região, numa tentativa de, segundo a fonte, garantir "máxima flexibilidade" para o próximo passo.