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Desde o início da Oeração "Fúria Épica" dirigida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão que a retaliação tem sido atingir as bases militares daqueles dois países por "servirem a operação". Os portugueses estariam incluídos já que a Base das Lajes tem sido o local de reabastecimento dos aviões militares norte-americanos. No entanto, ainda não aconteceu.
O que é a Base das Lajes e qual a importância para os EUA?
A Base das Lajes é uma infraestrutura militar na ilha Terceira, Açores. Resulta de um acordo de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos, sendo um ponto estratégico no Atlântico Norte. A base é um ponto-chave devido à sua geolocalização: é fundamental para reabastecimento de aeronaves, para escalas técnicas em voos transatlânticos e para apoio logístico a operações na Europa, Médio Oriente e África.
Durante a Guerra Fria, a Base das Lajes foi fundamental para operações da NATO e para vigilância no Atlântico, por exemplo.
Qual o critério de retaliação do Irão?
Após o ataque na manhã de sábado, a Guarda Revolucionária iraniana garantiu ter autoridade para retaliar contra todos os locais que servissem a operação "Fúria Épica". Ora, se a Base das Lajes tem sido essencial, não só durante a operação, mas nas semanas anteriores, para estacionamento e reabastecimento dos aviões militares norte-americanos e israelitas, a ilha Terceira pode ser um alvo para o Irão: Portugal está a ser visto como um cúmplica da operação militar.
Quais são as probabilidades de Portugal ser atacado?
Na teoria, a probabilidade seria alta; na prática, está perto de zero. E o motivo é simples: o Irão não ataca porque não consegue.
De acordo com a CNN Portugal, o arsenal de mísseis do Irão não é pequeno e Portugal serviria perfeitamente de alvo. Mas a intenção do Irão nunca foi chegar ao extremo da Europa, já que o seu maior inimigo estava muito perto. O regime desenvolveu o arsenal com vista a ter mísseis suficientes caso se envolvesse em conflito com Israel. Posto isto, nenhum dos três mil mísseis tem capacidade para chegar a Portugal.
De forma lógica, Portugal e Irão ficam a mais de cinco mil quilómetros de distância. Esse ataque exigiria um míssil balístico intercontinental, que apenas os Estados Unidos, China, Rússia, França, Coreia do Norte e Índia possuem. Na realidade, foi o próprio regime que impôs um limite de dois mil quilómetros de distância aos mísseis, o que permite chegar a países como Turquia e Chipre.
Isto não significa que o armamento do Irão seja fraco: na realidade, de acordo com a Reuters, é o país com maior armazenamento de mísseis balísticos no Médio Oriente. Possui míssies balísticos, capazes de transformar explosivos convencionais e armas biológicas, químicas e nucleares. Só não tem o necessário para atacar Portugal.