quinta-feira, 14 mai. 2026

600 crianças mortas ou feridas no Líbano: UNICEF denuncia impacto devastador dos ataques israelitas

A UNICEF está presente em Beirute, garantindo que tenta alargar a resposta à necessidade de urgência naquele país.
600 crianças mortas ou feridas no Líbano: UNICEF denuncia impacto devastador dos ataques israelitas

São 600 crianças, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Seis centenas de crianças foram mortas ou feridas na sequência de ataques israelitas contra o Líbano desde o dia 2 de março deste ano.

De acordo com informação divulgada esta sexta-feira pelo organismo da ONU, 30 crianças morreram e 150 ficaram feridas nos bombardeamentos de quarta-feira contra Beirute, capital do país, numa altura em que os Estados Unidos tinham acordado um cessar-fogo temporário com o Irão. Foram consideradas as ofensivas mais violentas desde o início do novo conflito no Médio Oriente.

"Muitas [crianças] estão a sofrer traumas após perderem os familiares, as casas e qualquer sensação de segurança", revelou a UNICEF, que acrescentou que os ataques israelitas provocaram mais de um milhão de deslocados, incluindo 390 mil crianças.

"O Direito Internacional Humanitário é claro: a população civil, incluindo as crianças, deve ser protegida em todos os momentos", reiterou a UNICEF num documento divulgado hoje, citado pela agência Lusa.

No mesmo documento, a fundação apelou a todas as partes envolvidas no conflito para suspenderem o "uso de armas explosivas de amplo alcance em áreas densamente povoadas", além da proteção da população e infraestruturas civis.

A UNICEF está presente em Beirute, garantindo que tenta alargar a resposta à necessidade de urgência naquele país.

Também a organização não governamental Save the Children lamentou a situação no Líbano e explicou o sentimento de medo e angústia vivido no país. A diretora da organização no país, Yara Hamadeh, garantiu ter equipas a trabalhar "dia e noite" para reunir as crianças perdidas com as respetivas famílias. No entanto, relembra que "muitas pessoas perderam a vida nos bombardeamentos ou posteriormente nos hospitais".

Neste sentido, segundo as autoridades, morreram 1.900 pessoas e mais de seis mil ficaram feridas em ataques israelitas.